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A razão da nossa fidelidade para com um determinado lugar

O Bemdito 24 de junho de 2019 17h36


Alguma vez você já pensou no que motiva a sua preferência a um determinado lugar? Qual é o principal motivo que nos leva a ir  frequentemente naquele estabelecimento. Por exemplo, um ginásio (mas o mesmo exemplo dá para extrapolar para outros casos). 

Se você frequenta alguma academia, faça as seguintes perguntas:

Gosta das condições gerais do local?

Gosta das regras que lhe são impostas na academia?

Gosta da localização do mesmo? Fica perto, tem bom estacionamento?

Os preços que praticam são os melhores da zona?

Os banheiros são de boa qualidade para você? 

Os horários das atividades na academia (ou ginásio) são compatíveis com a sua rotina?

É bem provável que tenha respondido que sim, a muitas destas perguntas. Algumas pessoas disseram um “talvez”, ou um “mais ou menos”.

Mas deixe-me fazer-lhe mais uma pergunta: é por alguma das razões acima enumeradas, que vai regularmente ao ginásio, e em particular a esse ginásio? 

Muito provavelmente, não. As questões acima são determinantes na hora de escolher um novo ginásio, mas uma vez escolhido, a razão pela qual voltamos, ao fim de algum tempo, não são essas mais não. 

Voltamos ao mesmo sítio porque criamos ligações com as pessoas do local. Aqueles Personal trainersbem maneiros, aqueles colegas de treino, o rececionista simpático.

Criamos ligações efetivas com essas pessoas e isso é o que nos motiva a ir ao mesmo sítio, ou por vezes a permanecer no mesmo sítio, mesmo que algumas daquelas questões lá em cima passem a ser respondidas de forma negativa. 

O quão demora a mudarmos de ginásio, se as coisas piorarem muito de condições, poderá ter que ver com um misto da nossa personalidade efetiva, no nível de ligação com as pessoas, e com o grau de deterioramento das condições. 

Mas vai para alem disso. A criação de rotinas também é fortemente influenciada pelos pares. No início, quando decidimos iniciar algo, seja a ida ao ginásio por exemplo, fazemo-lo por uma força interior, por uma vontade, ou talvez influenciado por um amigo que vai conosco também.

Mas é sempre muito fácil arranjar desculpas variadas para fugir a essa rotina. O que nos leva a não o fazer tão frequentemente, são novamente as pessoas. A sua relação com elas e a espectativa de estar com elas em mais uma aula de zumba bacana, põe de lado qualquer tentação de inventar aquela “bolha dolorosa instantânea” no seu pé. 

E como dizia inicialmente, isto não se aplica apenas a ginásios. Porque vamos com a mesma regularidade ao mesmo bar? Ou ao mesmo café? É porque é mais barato a bebida lá? Ou porque o café é melhor naquele sítio em particular?

Não, será ao mesmo preço, ou da mesma qualidade. A diferença são as pessoas que estão atrás do balcão, e as pessoas com quem costumamos nos encontrar nos sítios. Experimente sair um dia e ir a um sítio diferente do normal, e verá que muito provavelmente não será a mesma coisa.

Por isso, e a jeito de dica para os gerentes dos estabelecimentos comerciais, tome atenção as ligações pessoais que são estabelecidas e à qualidade das mesmas, pois podem não ser elas que atraem os clientes, mas são elas que os mantêm.

 

 

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