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Colunista

Para o cérebro, ser rejeitado é tão ruim quanto uma forte dor física!

Você já sentiu a dor de ser rejeitado? “Ao invés de simplesmente entender que a idéia foi rejeitada e não a pessoa, colocamo-nos como fracassados” confira a coluna desta semana da psicóloga Andréa Sefrian

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 20 de novembro de 2019 10h55

Uma nova pesquisa aponta que a sensação de ser rejeitado por alguém ativa as mesmas áreas do cérebro que atuam na resposta a um ferimento doloroso.

A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas na verdade são mais semelhantes do que se pensa.

Esses estudos indicaram que as mesmas regiões no cérebro apóiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tanto da dor física como da rejeição social.

Quando uma pessoa sente dor física, seu cérebro libera substâncias químicas chamadas opioides (ou opiáceos) nos espaços entre os neurônios, amortecendo os sinais da dor. É possível que aqueles com depressão ou ansiedade social sejam menos capazes de liberar opioides em situações sociais difíceis e, portanto, não se recuperam tão rapidamente ou completamente de uma experiência social negativa.

A rejeição funciona como uma “demissão” ou “declínio” de uma proposta ou  de uma idéia. O medo de ser rejeitado  sempre é mais pessoal, pois  nos tornamos  o objeto dessa rejeição.  Agora imagine se você pudesse superar o medo de ser rejeitado? E se você abraçasse a rejeição  como um caminho necessário para alcançar o que você mais deseja em sua vida?

A maioria de nós luta contra a rejeição. Quando não conseguimos  lidar com ela, o medo fica cada vez pior.  Ao invés de simplesmente entender que a idéia foi rejeitada e não a pessoa,  colocamo-nos como fracassados. Há uma ligação muito direta entre como você se sente em relação a si mesmo e o que os outros pensam de você.

A única aprovação que você deve procurar é a sua. Pare de se julgar. Pensar demasiadamente silencia a voz da sua paixão. Libere a insegurança e aprenda a confiar em seu instinto. A aceitação é um armamento da vida. Já rejeição, lembre-se: não é o seu destino final.

Sendo assim, é preciso livrar-se do medo e aceitar o desafio de ser rejeitado. Dê um abraço bem apertado e longo na dor, e espere ela passar. Não há um remédio de alívio imediato como há para dor física. A amenização da dor vem à longo prazo. Nesse momento é preciso ter paciência para aprender a conviver com ela, ocupar sua mente o máximo possível para mudar o foco dos seus pensamentos, bloquear todo tipo de contato com o causador da dor, buscar fazer atividades que te dão prazer, socializar, conversar com os amigos, ficar sozinho o menos possível.

Neste momento o travesseiro é seu pior inimigo. Muitos preferem se isolar ao sentir a dor, porém ficar ali sozinho, só vai fazer você ficar remoendo dúvidas e falsas culpas. Ao tentar sair, conversar, se distrair, o sentimento que estava ali dentro pode mudar. Se mantendo dentro de um isolamento, nada muda.

Se você realmente busca a mudança em sua vida, tenha em mente que são as escolhas difíceis que geram a verdadeira transformação. Sua capacidade de aprender por que você se sentiu assim ajudará a andar com mais confiança, quando estiver de pé novamente. Rejeição,  assim como os erros, são lições disfarçadas. Elas são elementos necessários para ajustar  os seus comportamentos em sua  vida.

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças. 

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