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"A leitura torna a criança mais humana e empática", afirma escritora Ângela Russi

No Dia Nacional do Livro Infantil, OBemdito entrevistou a educadora e escritora que revela a importância da literatura infantil e dá dicas de leituras para as crianças

Ângela Russi é uma das maiores incentivadoras da leitura junto às crianças em Umuarama
Ângela Russi é uma das maiores incentivadoras da leitura junto às crianças em Umuarama
Foto: Ricardo Trindade/OBemdito

ANDRESSA ZAFFALON O Bemdito 18 de abril de 2019 19h09

"O livro permite que as pessoas possam conhecer mundos diferentes, imaginar vidas distintas, alimentar a fantasia e trazer conhecimento sobre a história dos acontecimentos. Quem lê muito geralmente não se sente sozinho", afirma a escritora umuaramense Ângela Russi, autora de sete livros infantis.

Nesta quinta-feira (18) comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, instituído no Brasil em 2002, em homenagem a data de nascimento do escritor Monteiro Lobato, autor dos livros que originaram a série Sítio do Picapau Amarelo.

Mas, por que o livro infantil pode ser considerado importante para a formação das crianças? Conforme a escritora, educadora e especialista em História, Arte e Cultura, Ângela Russi, a pessoa que é incentivada desde criança a praticar a leitura tem maior capacidade de criticidade, argumentação e aprendizagem.

Nesse sentido, o livro infantil proporciona o processo de amadurecimento intelectual. "O livro infantil pode proporcionar o conhecimento sobre histórias de pessoas e épocas passadas, trazer ensinamentos de forma didática sobre acontecimentos complexos, permitir que os pequenos conheçam outras realidades diferentes da sua e facilitar a imaginação. A leitura torna a criança mais humana e empática, na medida em que possibilita que as pessoas conheçam defeitos e qualidades de determinados personagens", ressalta.

Para Ângela, a melhor forma dos pais e professores incentivarem uma criança a ler é sendo modelo de leitor. "Muitas crianças adquirem interesse na leitura porque enxergam nas pessoas que convivem um hábito de leitura saudável, e isso tende a influenciar os mais novos, que veem os mais velhos como exemplos", argumenta a educadora.

Outra maneira citada por Ângela para atrair as crianças aos livros infantis é a contação de histórias. "Ouvir histórias é o ato precursor da leitura, porque estimula os pequenos a quererem saber mais da trama", destaca.

A escritora também ressalta a necessidade do acesso público às bibliotecas dos municípios. "Esses espaços permitem que pessoas de várias classes sociais possam ter direito à leitura. Deixar as crianças em contato com os livros, de forma fácil, pode fazer com que os pequenos tenham interesse em ler histórias de seu agrado, não somente por obrigação", diz.

Angela Russi é autora da coleção Vire a Página, que aborda de forma didática algumas situações que envolvem o câncer

Recomendações

Segundo a escritora, que já tem oito livros publicados no total, a linguagem de um livro para uma criança também faz diferença. "Para ser considerada de qualidade para o público infantil, a obra precisa estar escrita de forma leve e de fácil entendimento, mas sem muitas coloquialidades para não deixar o livro bagunçado. As literaturas com conteúdo ideológico e condenador também não são recomendáveis, porque a criança não tem muito senso crítico para entender que o que ela está lendo é apenas uma versão da história", afirma a educadora.

De acordo com Ângela, os livros mais recomendados para as crianças são aqueles que abordam um tema atual, geralmente complexo, mas de uma forma compreensível. "Por exemplo, as obras que explicam a morte, a doença, as perdas... esses assuntos que são difíceis de abordar no dia a dia, em um livro, podem proporcionar conhecimento dos assuntos às crianças de uma forma que se adequa mais às realidades que elas vivem ou que fantasiam viver".

Conforme a escritora, as literaturas infantis mais aconselháveis para trabalhar com as crianças são as da Ana Maria Machado (autora do livro Quem Me Dera), Ruth Rocha (autora de O Menino Que Aprendeu a Ver), Ziraldo (autor de O Menino Maluquinho) e Maurício Sousa (autor das histórias em quadrinho da Turma da Mônica).

Obras publicadas pela escritora Angela Russi

A escritora

Ângela Russi é umuaramense, tem 50 anos, é formada em Letras pela Unipar e especializada em História, Arte e Cultura pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ela é escritora, educadora, palestrante e membro da Academia Umuaramense de Letras e Artes.

Ângela atualmente é coordenadora da Biblioteca Itinerante, projeto da Secretaria de Educação do município. Dentre as obras publicadas pela autora está a coleção de livros infantis Vire a Página e o livro de crônicas Papel Machê.

Bibliotecas em Umuarama

Em Umuarama há dois espaços que possibilitam o acesso gratuito aos livros. Um é a Biblioteca Municipal Rocha Pombo, que está localizada no Centro Cultural Vera Schubert. O outro é o ônibus da Biblioteca Itinerante, que percorre as escolas do município proporcionando o acesso à leitura.

A Biblioteca Itinerante começa a circular nas escolas no dia 6 de maio. No dia 30 de abril, haverá o lançamento da temporada 2019 do projeto, às 8h, no Centro Cultural de Umuarama, com entrada gratuita.

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