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Cachorro frequenta a escola diariamente, vai a missa e até bares em Icaraíma

Fernando Rafael é uma espécie de mascote da escola, onde frequenta aulas diariamente
Fernando Rafael é uma espécie de mascote da escola, onde frequenta aulas diariamente
Foto: Arquivo pessoal

JAQUELINE MOCELLIN O Bemdito 12 de julho de 2018 19h18

Fernando Rafael. Este é o nome de um cãozinho que é mais assíduo na escola que muitos alunos. Ele é um cachorro comunitário que mora em Icaraíma, de porte médio e sem raça definida, mas que conquistou a população.

A professora de Sociologia, Raquel Marques, conta que o cão segue uma rotina bastante regrada. Logo cedo ele se dirige ao portão do Colégio Estadual Desembargador Antônio Franco Ferreira da Costa. Assim que o sinal toca e o portão é aberto, ele segue para a sala e assiste todas as aulas do dia. Quando os alunos saem para o recreio, Rafael (como é mais conhecido) vai junto e sempre ganha um lanchinho. Além disso, alguns estudantes levam ração para o companheiro.

“Desde o primeiro dia ele assiste todas as aulas. Quando toca o sinal ele entra ou sai da sala. O Rafael acompanha os três turnos na escola. Ele fica em um cantinho, em silêncio e é bastante dócil e comportado. É mais assíduo que muitos alunos. Acho que neste ano está com 100% de frequência”, brinca a professora.

Quando a escola está fechada nos finais de semana, Fernando Rafael tem outra programação. Vai à missa na igreja católica Nossa Senhora Aparecida todos os domingos e às vezes participa de eventos religiosos, como o Extreme em Cristo que aconteceu recentemente em Icaraíma.

No período da noite o cachorro fica pela região central da cidade, frequenta bares, espetinhos e tabacarias e depois vai para a rodoviária ou outros lugares que ficam abertos até mais tarde, onde costuma dormir.

“Já houve tentativas de adoção do Rafael. Até um professor do colégio o levou para casa, mas não adianta, ele acaba fugindo. É um cão comunitário realmente”, explica Raquel.

A professora ressalta que na escola o cãozinho tem livre acesso. “Já lecionei em outras escolas, mas esta é a mais acolhedora com animais. A direção é bastante receptiva e podemos perceber que isso faz bem para os alunos. Ninguém permite maus tratos. E dentro da sala faz toda diferença, pois trabalha o lado sentimental de todos. Isso humaniza a escola”, comemora.


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