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Com efetivo reduzido, Bombeiros podem restringir serviços e ambulâncias devem parar

Caso a paralisação do atendimento com ambulâncias ocorra, serviço poderá ser repassado todo para o Samu

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO OBEMDITO O Bemdito 18 de junho de 2019 16h28

O baixo efetivo do 6º Subgrupamento do Corpo de Bombeiros (6º SGBI) deve ocasionar o encerramento das ações que envolvam as ambulâncias. Em coletiva à imprensa realizada na tarde desta terça-feira (18), o Tenente Wilian Marques explicou que o planejamento é de que a partir do dia 25 deste mês este tipo de atendimento (com as ambulâncias) seja paralisado.

Segundo o Tenente, o quadro do 6º SGBI prevê um efetivo de 152 militares. Porém, atualmente está com 60, sendo que 10 atuam na cidade de Altônia, 9 em Cruzeiro do Oeste e o restante em Umuarama – o atendimento abrange 21 municípios. Além disso, sempre há profissionais de férias e algumas baixas, relacionadas com problemas de saúde, por exemplo.

A paralisação do atendimento com ambulância pode (futuramente) atingir a unidade de Altônia. Em Cruzeiro do Oeste não deve haver alteração, pois a unidade só possui caminhão.

Este efetivo que fica em Umuarama se divide em horários/turnos e também desempenha funções administrativas. Marques lembra que cerca de metade do pessoal do administrativo já foi remanejado para o setor operacional. Com isso, os bombeiros conseguem manter em média 6 militares por dia na unidade – 3 para a ambulância e 3 para o caminhão (sendo que o ideal seriam 4 pessoas no caminhão).

Porém, com a saída de 4 bombeiros para a reserva (aposentadoria após 35 anos de serviços prestados), a conta não fecha mais. “Ficaremos com 5 na guarnição, sendo que 1 é o rádio operador. O caminhão precisa de no mínimo 3 pessoas e sobraria apenas 1 para a ambulância. Por isso estamos optando por manter os serviços que são exclusivos dos bombeiros, perante a lei, como do caminhão, entre outros, e a intenção é paralisar apenas a ambulância”, informa. A medida pode ser temporária, até que o efetivo receba incremento.

Caso os atendimentos com a ambulância sejam realmente encerrados, o serviço poderá recair todo sobre o Samu – que poderia solicitar apoio às ambulâncias da Prefeitura ou de parceiros como Same e Unimed. O Corpo de Bombeiros atende uma média de 4 a 5 ocorrências por dia, envolvendo acidentes de trânsito, acidentes domésticos, quedas, entre outras situações diversas.

Tenente Wilian lembra que os bombeiros já estavam repassando algumas situações para o Samu, que em alguns dias enfrenta problemas relacionados com os veículos – que são disponibilizados para transportar pacientes para outras cidades ou estão com problemas mecânicos, por exemplo. Recentemente OBemdito conversou com a coordenação sobre o assunto, relembre aqui.

Possível parceria

Atualmente o quartel local conta com 3 ambulâncias. Com a paralisação do serviço, apenas uma deve permanecer em uso, para acompanhar o caminhão – caso haja necessidade.

Uma luz no fim do túnel – pelo menos temporária – seria uma parceria com o Samu, que possui efetivo, mas enfrente dificuldades com os veículos. “Estamos em conversação com a coordenação do Samu. A ideia é de que se eles tiverem efetivo, podemos manter um dos nossos militares para dirigir a ambulância dos bombeiros e dois socorristas do Samu para o atendimento. Se isso ocorrer, nossas ambulâncias não devem parar”, explica o Tenente.

O militar esclarece que as coordenações do 6º SGBI e do Samu estão dialogando sobre a possibilidade da parceria.

Mais efetivo?

Marques disse que o Governo do Estado está ciente da situação e sinalizou que a intenção é formar cerca de 400 novos bombeiros militares no próximo ano. “Acreditamos que, caso isso aconteça, Umuarama deve ter uma turma de Escola de Formação com 25 alunos. No entanto, tudo depende da situação financeira do Estado”, informa.

Se a Escola de Formação for realmente viabilizada, deve formar novos bombeiros apenas no final de 2020. A última turma feita em Umuarama foi em 2016 e formou 14 militares. “No entanto, desde 2012 o quartel local perdeu mais de 25 militares. Agora vamos ter mais 4 se aposentando por tempo de serviço”, lembra o Tenente.

OBemdito tentou contato com a Assessoria de Imprensa da PM-PR, porém, ainda não obteve êxito.

Confira a entrevista com o Tenente Wilian na íntegra no Facebook de OBemdito.

 

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