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Conheça a professora de dança que atua há mais de 30 anos em Umuarama

Tia Cláudia, como é conhecida, também desenvolve um projeto social para atender as crianças do San Remo gratuitamente há seis anos

Foto: Arquivo pessoal

REDAÇÃO O Bemdito 8 de dezembro de 2019 17h30

Muitas pessoas gostam de dançar. Mas são poucas que se destacam e conseguem emocionar o público com a forma em que atuam nos palcos. O fato é que para ser dançarino e trabalhar com dança precisa-se mais do que um bom gingado e flexibilidade, é necessário dançar com a alma e expressar os sentimentos através da música e dos movimentos. Extravasar nas emoções e liberar o seu eu interior.

Talvez seja por esse motivo que Cláudia Tonial se apaixonou pela dança e permanece até hoje na área como professora de balé, jazz e street dance. Moradora de Umuarama, a mulher de 50 anos é muito querida pelos alunos, que a chamam de Tia Cláudia, como um sinal de afeto por todo comprometimento, empatia e paixão com que ela executa o trabalho.

“A dança deixa as emoções à flor da pele e conseguir expressar isso é o diferencial. A pessoa precisa saber transmitir esses sentimentos e emocionar o público. Uma dança é considerada boa se ela consegue mexer com as pessoas, seja com um choro, com um arrepio ou com admiração. Isso foi uma das coisas que eu gostei da dança e que me fez seguir em frente com ela”, diz Cláudia.

O começo de tudo

Cláudia dança desde os cinco anos de idade. No começo, ela entrou por influência da mãe, que queria que a filha fizesse balé. Depois, com 13 anos, ela começou a dar aulas para crianças, devido ao seu ótimo desempenho com esse tipo de arte. Desde então, Cláudia nunca mais parou, ela já trabalha há 30 anos como professora de dança e por onde passa conquista os alunos.

“Comecei no Rio Grande do Sul e me apaixonei. Buscava sempre atualizações, fazer cursos para me aperfeiçoar mais. Esse é um ponto essencial para quem trabalha com a dança: ela se renova e é necessário ficar sempre antenado nas mudanças para poder acompanhar o ritmo”, ressalta.

O fato de ter que ficar constantemente se aperfeiçoando pode assustar algumas pessoas. Mas, para Cláudia isso não é problema. Amante da profissão, a ‘tia’, como é conhecida, considera esse fator um dos principais que o fez permanecer na dança. “Eu não gosto de serviços automáticos e rotineiros, que faz sempre a mesma coisa. A dança permite que as pessoas treinem movimentos e músicas diferentes. Ela evolui e se renova, por isso que eu gosto. A dança proporciona muitos tombos, mas ela também é compensadora”, conta Cláudia.


A gratificação dos tempos atuais

Atualmente, tia Cláudia ministra aulas de dança em Mariluz, Ivaté e em Umuarama. Na Capital da Amizade, as aulas acontecem na escola de dança A Ballerina. Além de oferecer aulas particulares, Cláudia também atua em um projeto social patrocinado pela Lei Rouanet, de incentivo à cultura. O projeto é ‘Vidas que Dançam’ e atende as crianças do Parque San Remo gratuitamente, fornecendo as aulas, transporte e vestuários há seis anos.

O projeto social surgiu com o intuito de promover o acesso a dança às crianças que geralmente não possuem. Atualmente atende cerca de 65 pessoas. A ação é gratificante para Cláudia, pois ela consegue aliar o gosto pela arte com a questão social. “As pessoas que frequentam o projeto não possuem as mesmas condições de quem pode pagar pelas aulas. Então é gratificante quando você lapida uma pessoa que antes era desengonçada e depois consegue se tornar um ‘cisne’”, afirma Cláudia.

Esse comprometimento que Cláudia tem com a dança e com os alunos faz com que ela seja reconhecida pelos praticantes da arte. “Eu gosto de conviver com as pessoas e para mim meus alunos são meus amigos. Nós saímos juntos e até os mais velhos me chamam de tia Cláudia. Eu fiz uma carreira longa devido a essa confiança”, alega a professora, que é uma das mais antigas na cidade na área da dança.

Durante todo o tempo em que Cláudia atua na profissão, ela pode acompanhar a evolução e as mudanças ocorridas nesse mundo artístico. Uma delas é o fato de a dança perder o caráter de elitizada e atingir atualmente a massa e pessoas mais carentes da sociedade. “Fico feliz que não tenha só um grupo que pratica a dança. Há homens, mulheres, pessoas magras, outras mais gordinhas, crianças, adultos, idosos. Qualquer pessoa hoje pode dançar, mas para se dar bem é necessário saber expressar os sentimentos através dos movimentos do corpo e ter responsabilidade e comprometimento com aquilo que pratica. Porque bons espetáculos requerem muito treinamento”, completa a professora.

Neste mês de dezembro, Cláudia está de férias após um mês cheio de treinamentos e espetáculos apresentados por seus alunos. Mas no ano que vem, ela pretende voltar a ensinar crianças e adultos a praticarem a arte pela qual é tão apaixonada. Para entrar em contato com Cláudia ligue no telefone (44) 3623-4036.


Cláudia está no meio das alunas 

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