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Família de criança com leucemia faz campanha por doadores de medula óssea

Rebecca, de apenas dois anos e meio, luta contra uma leucemia e precisa de transplante de medula
Rebecca, de apenas dois anos e meio, luta contra uma leucemia e precisa de transplante de medula
Foto: Reprodução / Facebook

REDAÇÃO O Bemdito 12 de março de 2018 14h00

A família de Rebecca Marchi Ally, de dois anos e meio, mobilizou as redes sociais em busca de doadores de medula óssea. A pequena, moradora em Umuarama, está em tratamento contra uma leucemia mielóide aguda (LMA) desde setembro de 2017, no hospital Uopeccan de Cascavel.

Patriccia Ally e Wilfredo Ally são os pais de Rebecca. Patriccia conta que eles descobriram a doença da filha após vários episódios de febre. “Nós a levávamos ao médico, num dia eles falavam que era gripe, no outro dor de garganta. Em agosto as febres ficaram mais constantes e a pediatra Renata pediu alguns exames. Com um simples exame de sangue descobrimos a leucemia. Isso foi num domingo, dia 10 de setembro de 2017. No dia seguinte já fomos transferidos para Cascavel”, diz.

Rebecca foi submetida a um tratamento intenso logo que chegou ao hospital. Foram 42 dias de internamento. Depois disso, as quimioterapias aconteciam toda semana. A vida da família virou de cabeça para baixo. Patriccia, que é dona de casa, passou a se dedicar quase integralmente ao tratamento da filha, assim como o marido, que é investigador da polícia e tirou uma licença para cuidar de Rebecca.

Rebecca com seu pai durante o tratamento

Esperança

Segundo a mãe, a doença é incomum em crianças. Seis meses de tratamento se passaram e, de acordo com Patriccia, tudo estava correndo bem. “Na sexta iríamos pegar o resultado de um exame para confirmar que ela poderia entrar em manutenção, pois a doença estava em remissão”, disse.

No entanto, em meio a toda esperança, a família teve uma notícia extremamente negativa. “Dias antes minha filha teve febre e fomos para o hospital. Uma bactéria deixou ela quatro dias na UTI. Na sexta saiu o resultado do exame, que mostrou que a leucemia voltou e nesses casos a indicação é de transplante de medula. Assim que ficamos sabendo já começamos a pedir ajuda das pessoas nas redes sociais. Quanto mais cadastros houver, mais chances de encontrar um doador para a Rebecca”, explica Patriccia.

A expectativa da família é de que nos próximos dias a pequena tenha alta e siga com seu tratamento em casa e visitas periódicas ao hospital até que um doador seja encontrado.

Rebecca faz tratamento no setor de oncopediatria da Uopeccan em Cascavel

Cadastro de doadores

As pessoas interessadas em doar medula precisam fazer um cadastro no Hemonúcleo. Para isso, basta preencher uma ficha com informações pessoais e doar sangue – será retirada uma pequena quantidade de sangue do candidato a doador. Os dados ficarão arquivados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Cabe salientar que o cadastro não se restringe ao caso de Rebecca. Os voluntários poderão ser chamados para doar a medula para qualquer caso de compatibilidade que aconteça em todo o mundo – o cadastro é internacional – ou até mesmo nunca serem chamados, pois pode acontecer de não haver receptor compatível.

Patriccia diz que atualmente não há doador compatível com Rebecca. Nos próximos dias o irmão da pequena deve passar por exame para verificar se há possibilidade dele ser doador.

Patriccia com a filha Rebecca

Em Umuarama

O Hemonúcleo de Umuarama está localizado na avenida Manaus 4444 e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h30 às 16h. O telefone para contato é o 3621-8300.

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