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Umuarama

Umuaramenses que vivem fora do Brasil movimentam o setor imobiliário local

Foto: Arquivo OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 13 de junho de 2018 19h02

Um levantamento feito pela Diretoria de Planejamento da Prefeitura de Umuarama apontou que o setor de construção civil manteve um bom nível de atividade em maio, um pouco acima da média registrada nos quatro meses anteriores – que foi de 15.358 m² de projetos aprovados. No mês passado, o setor aprovou 18.135 m² em obras das mais diversas dimensões e finalidades.

A Secretaria Obras, Planejamento Urbano e Projetos Técnicos liberou 156 alvarás para construções e reformas, a maioria para a construção de moradias térreas. A administração municipal comemora o aquecimento da construção civil, principalmente por gerar maior movimentação na economia.

Outros fatores, como o aumento do dólar e a queda na bolsa, estão gerando investimentos imediatos. Brasileiros que estão na Itália, Estados Unidos e no Japão tem se aproveitado para investir em Umuarama. Entre os profissionais do ramo, há o pensamento de que o fator ano político também é positivo. 

O imobiliarista João Abdon afirma que a expectativa para o próximo semestre é de bons negócios. “Como estamos num ano político, os investidores preferem o mercado imobiliário por ser um mercado seguro, ao contrário de qualquer outra moeda”.

Abdon ressalta que no primeiro semestre os negócios imobiliários oscilaram bastante, com uma leve ascensão em maio. “O início do ano foi muito bom. Mas acredito que a partir de agora o mercado dê uma acelerada. A nova política, o dólar oscilando muito, gera insegurança no mercado em geral, e por isso o investidor prefere recorrer para a área imobiliária”, reforça.


O empresário Fernando Garcia aponta que a política influencia diretamente o mercado, pois os financiamentos do Programa Minha Casa Minha Vida estão praticamente parados.

Isso força as imobiliárias a lidarem com os negócios maiores. “Como os financiamentos pequenos estão praticamente paralisados, dependendo das decisões políticas, os investimentos que ‘fogem’ dos programas do governo estão crescendo”, diz. "Estamos muito otimistas para esse novo semestre e pelas oportunidades que se vislumbram", acrescenta Garcia.


Presidente do Sistema Venda Rápida de Imobiliárias, Wilson Lopes dos Santos reforça que a cidade recebe investidores de fora. “Há novos empreendimentos num patamar maior do que o esperado. Os negócios estão acontecendo porque a cidade oferece condições geográficas e econômicas diferenciadas. Isso faz com que o dinheiro seja injetado aqui sem medo por parte do investidor”.

Moacir Silva Jr também vê 2018 como promissor. “O ano começou melhor que 2017 e estou certo que vai melhorar bastante nos próximos meses. Já estamos sentindo isso, com uma procura bem maior. Os investimentos no Minha Casa Minha Vida é que diminuíram. Muitas vezes pelo valor da entrada, que varia entre R$ 30 mil e R$ 80 mil, valores altos”.

O empresário afirma que os melhores investimentos são em imóveis residenciais com valores entre R$ 250 mil e R$ 350 mil. “Em dois lançamentos de edifícios com venda direto na planta, com valores entre R$ 184 mil R$ 320 mil, metade das vendas foram para investidores. Outros 50% foram para quem quer o imóvel para morar”.

Geração de empregos

Além de gerar empregos num momento em que a economia nacional enfrenta dificuldades, o mercado imobiliário produz efeitos positivos no comércio e no setor de prestação de serviços. Vários segmentos se beneficiam da construção civil, desde o comércio de materiais de construção, de acabamentos, elétrico e também a venda de móveis e eletrodomésticos, pois quem se muda para uma casa nova quer tudo novo.

No ano passado, o setor encerrou o período de 12 meses com a média de 19.450 m² e um total de 233.407 m² de projetos aprovados, tendo em junho a maior contribuição mensal (45.150 m²). O volume foi semelhante a 2016 (233.411 m²) e neste ano, nos cinco primeiros meses, o acumulado é de quase 80 mil m², com média mensal de 15.913 m², mostrando que o setor vem mantendo seu ritmo, independente de insegurança no mercado no restante do país.

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