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Mata do 1º de Maio não tem alimentos suficientes para macacos, afirma fiscal do IAP

Ao todo, 17 macacos habitam a área de 9 hectares; os animais são vistos pela população local indo em busca de alimentos nas redondezas

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 9 de outubro de 2019 18h48

A presença dos macacos que habitam a mata do Parque 1º de Maio divide a opinião da população local. Há pessoas que consideram os animais como uma atração do bairro, outros já acham que eles deveriam ir para outro lugar pelo fato de as vezes saírem da mata para procurar alimento em outros espaços, o que acaba assustando as pessoas. Conforme o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) há 17 macacos macacos-prego na mata, que contém 9 hectares.

Cerca de quatro macacos foram vistos na última semana na área urbana de Umuarama. Vilson Santos, fiscal do IAP afirma que os animais não oferecem risco de saúde e segurança para as pessoas no geral. A situação pode se complicar se eles entrarem em residências em busca de comida. Isso geralmente acontece quando no lugar em que habitam não há alimentos o suficiente para eles comerem. Por isso, às vezes saem da mata para ir em busca de outros lugares.

A Rua Manuel de Freitas da Silva é onde fica um dos lados da mata. O pedreiro Célio Pires começou a realizar obras de construção na rua nesta semana e trabalha no local o dia todo. Segundo Célio, no horário do almoço ele viu quatro macacos em busca de comida. “Eu estava comendo perto da mata com os companheiros do trabalho. Aí vimos os macacos e eles queriam comida, então nós demos banana a eles porque não vimos nenhum outro alimento para eles”, diz Célio.

O pedreiro Agnaldo de Jesus é outro que vê os macacos pelo local realizando a mesma atitude: procurando comida. Conforme Agnaldo, os animais vão na margem da mata procurar frutas na árvore e depois voltam para o meio do matagal. “Eu acho legal ver eles ali, não vi os macacos dando trabalho, eles só procuram comida mesmo”, declara.

Confira o vídeo gravado pela equipe de trabalho do pedreiro Célio Pires dos macacos na região da mata:

Na rua dos Servidores Públicos fica o outro lado da mata. Próximo ao local mora o senhor Osvaldo Amancio, de 78 anos. Segundo Osvaldo, antes era comum os macacos saírem do bosque e andar pelas ruas em busca de alimentação. Recentemente foi construído um muro alto, que fica no fundo da Associação dos Deficientes Físicos de Umuarama (Adefiu). “Antes as pessoas davam comida para os macacos sempre, porque era fácil. Agora com o muro fica difícil alimentar eles. Só que melhorou na questão do lixo, porque aí as pessoas estão jogando menos lixo na mata do que antes também”, conta Osvaldo.

Olga Gonçalves é uma voluntária da Adefiu. Sempre que pode ela realiza os serviços na associação. Conforme Olga, os macacos vinham direto perto da entidade buscar comida, mas agora eles não são vistos tão frequentemente.

O IAP está monitorando o local constantemente depois do relato de que um macaco está com uma lata enroscada na pata. Eles vão até o local e tentam averiguar a situação em que eles se encontram. A avaliação de Vilson é a de que a mata em que os animais vivem não tem o alimento suficiente para sustentar os 17 macacos que habitam ali. “Há frutos e cocos no local, mas não são em quantidades consideráveis para alimentá-los. Por isso que eles procuram outro lugar”, alega o fiscal do IAP.

 A orientação do IAP com relação aos macacos é que as pessoas não o acostumem fornecendo comidas nas ruas e residências. “Se a pessoa der o alimento o animal vai se acostumar e não vai querer sair de lá, mas se for na beira da mata, não há mal em alimentá-lo, até porque não tem comida suficiente para eles. Então se for dada uma fruta, vai até ajudar os animais, já que não há até o momento ações públicas adequadas para tratar deles”, comenta Vilson.

Questionada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Umuarama afirma que o poder público do município não garante o abastecimento dos animais na mata. "Em tese é para que se alimentem da natureza [os macacos], embora alguns moradores ao redor acabam os alimentando", destaca a assessoria.

Junto com a prefeitura, o IAP identificou uma área adequada para remanejar os animais. É perto de Ivaté, onde tanto os quatro animais que estão na cidade, quanto os que ficam na área de floresta do 1º de Maio, serão remanejados. No entanto, não há data para o remanejamento. Os quatro que foram vistos na cidade ainda não foram localizados pelo IAP, segundo Vilson.

O lixo em volta da mata também é outro fator que faz os macacos se dispersarem do local

 

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