O procurador jurídico Heber Lepre e a  secretária de Educação, Maria Clory Zanferrari  Foto: Bruno Alex
O procurador jurídico Heber Lepre e a secretária de Educação, Maria Clory Zanferrari Foto: Bruno Alex

Prefeitura afirma que sem mudanças professores não receberão em dia

A secretária de Educação, Maria Clory Zanferrari, e o procurador jurídico Heber Lepre, disseram que sem as alterações propostas pelo prefeito Celso Pozzobom no plano de cargos e salários dos professores não será possível, “num futuro próximo”, manter em dia os salários dos profissionais. 

Zanferrari e Lepre conversaram com os jornalistas na manhã desta quarta-feira (16), horas depois de o Sindicato dos Servidores Públicos de Umuarama (Sispumu) anunciar o início de estado de greve no município.

O projeto com as mudanças propostas por Pozzobom já passou pela comissão de Justiça e Redação da Câmara de Vereadores e aguarda parecer técnico para ser enviado à pauta de discussão e votação. 

 “É natural que os servidores se manifestem (por causa das mudanças). A decisão de retroceder ou manter o projeto na Câmara será do prefeito Celso Pozzobom. Nosso objetivo é resolver as finanças do município e adequar o plano de carreira dos professores (a realidade atual)”, disse Lepre.

Entre as mudanças apresentadas por Pozzobom no plano de carreira dos professores está a tentativa de disciplinar o uso de atestados médicos para afastamentos temporários. O professor com vários atestados não teria o mesmo direito dos demais na hora de escolher as aulas no ano letivo seguinte.

 “Quando um professor falta por mais de três dias, seja com a apresentação de atestado ou não, temos que colocar outro profissional no lugar. Isso onera o município”, explicou Clory.

Outra mudança impõe maior rigor na análise de certificados de cursos de atualização. “Isso será mantido, mas queremos que os certificados apresentados sejam avaliados por uma equipe pedagógica da Secretaria de Educação, que analisará a procedência dos cursos, como, por exemplo, se têm a certificação do MEC”, disse a secretária.

Sindicato

Em assembleia na terça-feira à noite, o presidente do Sispumu, José Donizete Galieta, anunciou a decisão de todos os servidores municipais, não só os professores, de entrar em greve caso o prefeito Pozzobom não retire o projeto da Câmara. 

De acordo com o presidente, os servidores continuam trabalhando normalmente, mas estão preparados para cruzar os braços a qualquer momento. “O prefeito criou o projeto sem nos ouvir, sem ouvir os professores. Não houve debate, não ouviu ninguém. Não vamos abrir mão de direitos conquistados ao longo dos anos”, destacou.

 

 

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