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Professor há 30 anos, Olímpio Oliveira foi treinador de Kalê e Thaísa em Umuarama

O professor do Colégio Zilda Arns de Umuarama relembra com emoção a trajetória da carreira e os desafios vivenciados na profissão

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 12 de outubro de 2019 18h05

Não é novidade que Umuarama já revelou atletas profissionais que se destacam mundialmente. A jogadora de futsal Kalê, que joga atualmente na Itália, no C. F. Pelletterie, é uma delas. A outra é a atleta de futebol Thaísa Moreno, que disputou a última Copa do Mundo atuando pela seleção brasileira. Mas, e você sabe de pessoas que colaboraram para que essas duas jogadoras tivessem sucesso na carreira? O que está por trás de uma trajetória vitoriosa?

Apesar de seguirem rumos e modalidades diferentes, essas duas atletas que começaram a carreira em Umuarama tiveram um pontapé semelhante: foram treinadas pelo professor de Educação Física Olímpio Pereira de Oliveira, 55 anos, natural de uma zona rural de Maria Helena.

Olímpio é formado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atua na profissão há 30 anos. Hoje, Olímpio trabalha como professor no Colégio Estadual Drª Zilda Arns, no Parque San Remo. Mas, a sua trajetória começou em 1986 quando ele passou no vestibular e foi para a faculdade, onde trabalhava de dia e estudava de noite para conseguir se manter na cidade.

“Eu falo que não fui eu quem escolheu a profissão, a profissão me escolheu. Entre as opções que eu tinha, Educação Física era a que mais cabia no meu orçamento na época e eu tinha a influência de um professor da disciplina, que eu adorava. Então foi o que decidi fazer”, conta Olímpio

Em 1989, já formado, Olímpio voltou para a região de Umuarama para ministrar suas primeiras aulas, no distrito de Carbonera, em Maria Helena, e depois em Cedro. Essa época e a da faculdade são recordadas por Olímpio com bastante emoção, pois foi a partir de então que ele começou a dar passos decisivos na sua trajetória e a aprender a superar desafios. “Para trabalhar eu não tinha um sapato de esporte para colocar no pé. Precisava batalhar para conseguir pelo menos o básico e foi nesse período que eu comecei a ‘abraçar’ várias oportunidades”, diz o professor.

A partir das dificuldades, Olímpio começou a se desenvolver na profissão. Em 1993 ele passou em um concurso e se tornou professor efetivo do estado, em Umuarama, ministrando aulas nos colégios Tiradentes, no José Balan e na Zilda Arns, onde está atualmente. Além de conseguir um emprego fixo, o profissional de Educação Física também quis experimentar novas iniciativas.

Em 2001 ele foi chamado para criar o primeiro time de futsal feminino da cidade e ministrar os treinos para as meninas interessadas em participar. Foi a partir de então que Olímpio conheceu Kalê e Thaísa. As duas, que ainda eram adolescentes, decidiram treinar futsal e o primeiro treinador delas foi o educador. “A Thaísa e a Kalê eram diferenciadas. Eram rápidas, dedicadas e eu já conseguia ver um potencial nelas. Depois de um tempo comigo, elas cresceram, foram jogar para outros times maiores e hoje são profissionais que eu sou fã”, ressalta.

O fato de ter criado uma escolinha de futsal feminino foi um desafio para o professor, devido ao preconceito existente na sociedade com mulheres que praticam o esporte, mas além de se desenvolver, as meninas conseguiram participar dos Jogos Abertos e dos Jogos da Juventude. Os treinamentos de Olímpio para o futsal feminino duraram até 2007. Depois ele se arriscou em outras atividades, a diretoria de três colégios (em períodos diferentes) e a diretoria de esportes do município. Hoje, se dedica exclusivamente para o Colégio Zilda Arns, onde é professor por 40 horas-aula.

Para ele, ministrar a disciplina de Educação Física também é um desafio atual por conta das tecnologias. “Os alunos as vezes preferem mexer no celular do que praticar uma atividade física. E essa é a maior dificuldade, ensinar a eles que a Educação Física não é uma disciplina qualquer, ela traz conhecimento corporal, e é uma oportunidade para se movimentar e relaxar na escola através da prática dos esportes. A Educação Física ensina a saber ganhar e a saber perder, a conviver com pessoas diferentes e a desenvolver habilidades que as vezes as pessoas não sabem que tem”, acrescenta.

Estabilizado atualmente, Olímpio é grato pelas oportunidades vivenciadas que lhe permitiram chegar onde está no momento. Trabalhando com vários tipos de profissionais diferentes, o mais gratificante da profissão para ele é saber que ajudou a construir carreiras de vários trabalhadores. “Não foi só a Thaísa e a Kalê, eu dei aulas e treinamentos para médicos, enfermeiros, advogados e até prefeito. Participar desse processo que é o importante”, completa o professor.




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