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Umuarama

Algumas categorias participam da Greve Geral em Umuarama nesta sexta-feira

Bancários, professores e estudantes participaram da manifestação que aconteceu na praça Miguel Rossafa

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 14 de junho de 2019 10h05

Professores, bancários, servidores da rede pública e estudantes reuniram-se na manhã desta sexta-feira (15), na praça Miguel Rossafa, para participarem do movimento de protesto contra a Reforma da Previdência. A manifestação está acontecendo em todo o país e foi denominada de Greve Geral.

Na ocasião, as atividades de trabalho foram suspensas pela manhã para que a manifestação fosse realizada. De acordo com o vice-presidente local da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR), Edilson Gabriel, que é um dos organizadores da mobilização em Umuarama, aproximadamente 150 pessoas participaram do movimento na praça, que teve início às 8h30.

A manifestação aconteceu de forma pacífica. Os participantes empunhavam cartazes com frases como “Não somos meras engrenagens! Não quero morrer trabalhando!”. Além disso, um carro de som estava no local para que as pessoas pudessem se pronunciar.

Para Edilson, a manifestação é importante para mostrar ao Poder Público o descontentamento com a forma como a Reforma da Previdência está sendo moldada. Para ele, uma reforma tributária precisa ser feita antes da mudança na aposentadoria. “Precisamos chamar a atenção para sermos vistos, é assim que funciona. Se não demonstrarmos nossa insatisfação, os responsáveis por estabelecer a mudança no sistema previdenciário acharão que está tudo certo, mas não está. Por exemplo, ontem o relator da proposta já recuou em alguns aspectos por conta da pressão popular. Um dos aspectos retirados foi a proposta de capitalização que estava sendo sugerida. Já é um avanço, mas precisamos lutar mais”, diz Edilson.

Após a concentração na praça Miguel Rossafa, os manifestantes seguiram em passeata pela avenida Paraná. 


Participação de professores e alunos

A professora Rosângela Alves Cheron também participou da manifestação. Ela é funcionária da rede pública estadual. Conforme a docente, o motivo de participar da manifestação é por não concordar com a forma como a reforma está sendo proposta. “O modo como o projeto está sendo elaborado não extingue os privilégios, apenas prejudica a classe de trabalhadores e os mais pobres da população. Nós da Educação não concordamos que precisemos trabalhar mais para conseguir a aposentadoria. Isso é prejudicial à saúde dos trabalhadores que passam muito tempo em sala de aula, enfrentando os estresses diários”, diz a professora.

Conforme a APP Sindicato, 70% dos colégios paralisaram as atividades nesta sexta-feira para aderir à Greve Geral. Os professores e diretores do Instituto Federal do Paraná (IFPR) também participaram da mobilização e aproximadamente 80% dos docentes aderiram à greve. Além deles, alguns estudantes da rede pública estadual também foram à manifestação apoiar a causa, como por exemplo, os alunos do Colégio Estadual Pedro II.

De acordo com a estudante de 16 anos, Ana Júlia Nóbrega, que foi uma das que mobilizou os alunos a participarem da manifestação, a adesão ao movimento foi voluntária e não teve interferência dos professores. “Eu tenho noção que a Reforma da Previdência afeta meus pais, os jovens futuramente, os professores e demais trabalhadores. Não dá para aceitar que precisemos de mais tempo de contribuição para conseguir nos aposentar. Por entender isso fui nas salas, tentei explicar a situação e convidei os alunos a participarem. Quem quis, veio”, fala a estudante.

A Greve Geral acontece em todo o país nesta sexta-feira (14). Com a adesão à mobilização, alguns colégios ficarão sem aulas durante o dia e as agências bancárias só retornam o atendimento a partir do meio dia.


 

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