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Política

Cidade não pode cair no ‘canto da sereia’, diz Scanavaca ao anunciar que não será candidato

O deputado estadual Fernando Scanavaca, durante entrevista em seu escritório político, em Umuarama
O deputado estadual Fernando Scanavaca, durante entrevista em seu escritório político, em Umuarama
Foto: Danilo Martins/OBemdito

O Bemdito 9 de agosto de 2018 16h45

O deputado estadual Fernando Scanavaca (Podemos) disse que Umuarama corre o risco de ficar sem deputados se o eleitor “cair no canto da sereia”, acreditando nas promessas de candidatos de outras regiões que aparecem de supetão apenas no período eleitoral para ganhar votos.

O parlamentar reuniu a imprensa na tarde desta quinta-feira (9) para anunciar oficialmente que não vai disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa e também não será candidato à Câmara Federal, como defendiam lideranças ligadas a ele.

 “Abri mão em prol da região. Analisei profundamente o cenário político e entendi que, neste momento, minha ausência pode somar. Sei que tenho meu eleitorado, mas se mantivesse meu nome poderia pulverizar demais e (a região) correria o risco de não eleger ninguém”, disse Scanavaca.

Por várias vezes, ele insistiu para que os eleitores elejam candidatos locais, comprometidos com o desenvolvimento regional. “Eu prefiro um candidato ruim da cidade do que um bom de fora. E vejo que temos bons candidatos aqui em Umuarama. O eleitor deve analisar cada um e tomar muito cuidado para não se empolgar com campanhas caras”, frisou.

O deputado afirmou que não esperava que seu partido, o Podemos, compusesse com outro grupo. A sigla aliou-se com o PSC, de Ratinho Junior, na disputa pelo Palácio Iguaçu. OBemditoapurou que o umuaramense recebeu convite para ser um dos coordenadores da campanha de Ratinho. 

 “A partir desse momento todos nós do Podemos estamos comprometidos pela vitória do Ratinho Junior. O partido está com o Ratinho. Eu recebi sim o convite (para integrar a coordenação) e estou avaliando”. 

Osmar Dias, que era nome certo do Podemos para concorrer ao governo estadual, deixou o barco ao perder também o apoio do PMDB de Roberto Requião, que lançou candidatura própria.

“Se o Podemos ficasse sozinho, eu calculo que poderia me eleger deputado federal com 60 ou 70 mil votos. Após a aliança, seria necessário quase o dobro. Correria o risco de não me eleger e ao mesmo tempo tirar a chance de outro candidato. Quem perderia com isso seria Umuarama”.

Scanavaca defendeu mudanças na legislação para que deputados estaduais e federais e vereadores permaneçam nos cargos por no máximo oito anos. Condenou a possibilidade de reeleição no Executivo que, por ele, teria mandato único de cinco anos. “Com essa rotatividade dá para ter renovação”.

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