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Acusado de matar Rachel Genofre já residiu e cometeu crime em Umuarama

Polícia chegou a Carlos Eduardo dos Santos através de análise de material genético

Foto: Divulgação

O Bemdito 20 de setembro de 2019 15h54

Prestes a completar 11 anos, o caso da misteriosa morte da menina Rachel Genofre, encontrada em uma mala na Rodoviária de Curitiba, em 2008, quando tinha 9 anos, foi solucionado. Carlos Eduardo dos Santos, 54 anos, foi apontado como o autor do crime, segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Um trabalho de integração entre Paraná, São Paulo e Brasília permitiu a comparação genética entre no material coletado na cena do crime e o do autor, que já cumpre uma pena de 22 anos desde 5 de julho de 2016, em Sorocaba, no interior de São Paulo, acusado de outros quatro crimes de estupro, roubo, estelionato e falsidade ideológica.

A Sesp diz que solicitará para a vara de justiça de São Paulo a transferência do acusado para Curitiba, pedindo agilidade devido à repercussão do caso. O objetivo é obter respostas sobre como o crime ocorreu de fato.

Pelo que a Sesp apurou até agora, Carlos Eduardo dos Santos cumpre pena de 22 anos pela soma dos crimes que praticou. O primeiro foi um caso de estupro contra um menino, em 1985, em São Vicente (SP). Depois, mais registros de estupros, roubo, estelionatos, adultério com documento falso, tentativa de registro de criança e dano qualificado.

Os registros são em anos diferentes: 1988, 1990, 2000, 2002, 2008, 2009, 2011, 2012, 2015 e 2016. Os crimes ocorreram em cidades onde ele morou, como São Vicente (SP), Jaú (SP), Presidente Prudente (SP), Mogi das Cruzes (SP), Porto Alegre (RS), Criciúma (SC), Curitiba, Umuarama (PR) e Mandaguari (PR).

Análise genética

Segundo a Sesp, a análise do material genético teve 100% de compatibilidade. A amostra positiva apareceu no sistema do banco nacional de DNA na última quarta-feira (18), mas só foi divulgada na quinta-feira (19). O banco é alimentado por material genético coletado de suspeitos de crimes hediondos.

“Pode ter certeza de que o caso está encerrado. Todos os 23 caracteres de comparação genética foram compatíveis. Para se ter ideia, com 13 caracteres já seria possível determinar que foi ele”, destacou Riad Braga Farhat, delegado geral adjunto da Polícia Civil. “Vamos pedir a transferência dele para obter as respostas que faltam sobre o crime”, disse o delegado. “Nós pedimos desculpas à família da Rachel. Onze anos é muito tempo e nós temos a humildade de fazer esse pedido”.

Na época do crime, em 2008, Carlos Eduardo dos Santos morava na Rua Alferes Poli, no Centro de Curitiba, a cerca de 750 metros da escola onde a menina estudava.

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