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Após 10 anos de ocupação famílias do assentamento Santa Rita podem ser despejadas

Determinação da reintegração de posse foi emitida pela Justiça de Cruzeiro do Oeste

As famílias se reúnem a partir das 9h desta quarta-feira (22) para protestar
As famílias se reúnem a partir das 9h desta quarta-feira (22) para protestar
Foto: Roberto dos Santos/ Umuarama Ilustrado

REDAÇÃO O Bemdito 21 de maio de 2019 18h30

Nesta quarta-feira (22) acontece um protesto em Mariluz em favor das famílias que vivem no pré-assentamento Santa Rita, ocupado há uma década. O protesto acontece na iminência da reintegração de posse autorizada pela Justiça no último mês e que pode deixar as famílias sem ter onde morar.

A área tem 70 alqueires e foi ocupada em 2009 pelos membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) como estratégia para agilizar o processo de reforma agrária junto ao Incra.

Desde então os agricultores se estabeleceram no local. Lá são cultivados produtos agrícolas. As 9 famílias que vivem no Santa Rita têm convênio com a Prefeitura Municipal da cidade e também foram autorizadas a receber financiamentos por bancos públicos para expansão das lavouras. “Nós estamos fazendo um esforço para que não haja esse despejo porque será prejudicial tanto para as famílias quanto para o município”, argumenta o prefeito Nilson Cardoso.

Além disso, há instalações elétricas no local, autorizadas pela Copel, o que traz uma contradição acerca da reintegração. “As famílias estão aterrorizadas porque há dez anos estão ali e têm toda a presença do Estado, energia elétrica, financiamento, convênio, e agora podem simplesmente ficar sem nada. Por isso convocamos uma manifestação para amanhã [quarta-feira, 22], que vai reunir membros da comunidade, autoridades e Igrejas”, explica o assentado do MST, Francisco Jerônimo.

A passeata começa às 9h em frente ao ginásio de esportes e segue até a Prefeitura. Na sequência haverá uma missa celebrada no pré-assentamento pelo padre Rômulo Ramos.“São famílias trabalhadoras e humildes e estão todos apreensivos com essa situação”, diz Jerônimo. 

O prefeito de Mariluz, Nilson Cardoso, encaminhou uma moção de protesto ao Incra por conta da ordem de despejo

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