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Governador do Paraná diz que salário dos servidores seguirá sem reajuste neste ano

Os servidores públicos paranaenses estão sem reposição da inflação desde 2016

Foto: Divulgação

REDAÇÃO OBEMDITO O Bemdito 16 de abril de 2019 14h39

A 15 dias do pagamento da data-base dos servidores públicos do Paraná, o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) sinalizou que não haverá reajuste nos salários do funcionalismo estadual que estão congelados há três anos. A defasagem em relação à inflação chega a 16%. A declaração foi feita na segunda-feira (15), em uma coletiva de imprensa sobre um balanço dos primeiros 100 dias de gestão.

“É muito difícil ter. Nós já estamos no limite prudencial (da Lei de Responsabilidade Fiscal). Isso já vem de 2018, do governo passado, a Secretaria do Tesouro Nacional também já emitiu um alerta ao Estado do Paraná. Se passarmos do limite a gente perde os repasses do governo federal e a possibilidade de fazer empréstimos”, afirmou. “Eu posso querer fazer uma média política com os servidores, mas no ano que vem não teria dinheiro para a folha. A ideia é a gente construir ao longo dos três anos um reajuste para os servidores”, avalia. 

Para o governador, um equilíbrio fiscal é prioridade. “Nós estamos esperando também a (reforma da) previdência. Se passar é um Brasil, se não passar (no Congresso) é outro Brasil. Vamos afundar se a previdência não passar. Não podemos só contar com isso. O nosso compromisso é manter com mão de ferro o equilíbrio fiscal”, afirma. 

No ano passado, quando Ratinho Jr era deputado estadual, assinou um requerimento que cobrava a concessão de 6,5% de reajuste aos servidores. “O que mudou é que falaram que tinha R$ 4 bilhões em caixa. Não tem esse dinheiro. Como é que faz? Pelo contrário. Eu entrei com R$ 240 milhões em caixa. Não falaram para a população que tinham R$ 2 bilhões em precatório, que tinha a folha de janeiro, que era pagamento do décimo terceiro. Sobrou R$ 240 milhões”, garante.

O governo considera que economizou no primeiro trimestre do ano R$ 45 milhões mantendo os salários do funcionalismo congelados, incluindo também mudanças na hora trabalhada por pedagogos e extinção de cargos comissionados prevista na primeira (de três) fase da Reforma Administrativa. O porcentual que cada parcela representa não foi apresentado, mas é certo que a maior parte do valor é relacionada ao congelamento. Até o fim do ano, sem reajuste, a “economia” seria de R$ 120 milhões.

Diante da declaração do governador, a presidente do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, afirma a possibilidade de uma greve do funcionalismo público. "Não tem acordo sobre isso. Não tem que ser pelas redes sociais que tem que fazer esse debate. Isso tem que ser para uma mesa de negociação. Os servidores não aceitam isso. Queremos debater o reajuste para este ano. No dia 29 teremos paralisação. Se a proposta for fechada assim, nós vamos debater com os servidores a possibilidade de uma greve", garante.

Licenças-prêmio 

Ratinho Junior não confirmou se pretende acabar com as licenças-prêmio dos servidores em troca de algum reajuste neste ano. “Tudo é estudo. Não queremos, neste momento, tirar direito, nada disso. Estamos buscando soluções para engordar o caixa do governo e consertar qualquer tipo de distorção que possa haver entre o público e o privado”, disse.

Uma auditoria deve ser realizada na folha de pagamento na tentativa de encontrar sobras. “Na auditoria da folha de servidores pode ser que haja uma economia, tanto na parte da previdência, quanto dos ativos. Como estamos falando de uma folha gigantesca, de mais de cem mil pessoas, a ideia é que possa pegar algum tipo de erro, de alguém que ganhou uma promoção sem ter tido direito, alguém que já morreu e está recebendo ainda, tem casos disso que acontece no Brasil. Se eu consigo uma economia de 1% em qualquer tipo de erro é R$ 300 milhões no ano”, estima.

Os servidores públicos paranaenses estão sem reposição da inflação desde 2016, quando o governo Beto Richa (PSDB) descumpriu a promessa de repor a inflação, que havia até sido transformada em lei. A previsão é de que a inflação dos últimos 12 meses, até maio, quando completa o ciclo salarial do funcionalismo, fique em torno de 4,5%. Os sindicatos exigem pelo menos a reposição desse índice. Ratinho Jr, na campanha, se propôs a fazer uma política de quatro anos que repusesse as perdas.

(Com informações de Bem Paraná)

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