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Paraná

Incêndio no Parque Ilha Grande já atingiu quase 30 mil hectares

Foto: ICMBio

REDAÇÃO O Bemdito 15 de agosto de 2019 14h46

O incêndio que se alastra pelo Parque Nacional de Ilha Grande cada vez ganha maiores proporções. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram dois focos de incêndio que se alastraram pelo Parque. Um deles começou na Praia do Paracaí (na divisa de São Jorge do Patrocínio e Alto Paraíso), na noite do dia 11 de agosto, e o outro na lagoa Jatobá (entre Altônia e Guaíra), na terça-feira (13).

Conforme o ICMBIo uma área de 29 mil hectares já foi queimada na Ilha Grande e 3,5 mil na várzea continental do parque. O perímetro do incêndio totaliza 20,8 mil m². Esse número indica que 38% do local já foi consumido pelo fogo. O foco do Paracaí se alastrou pela várzea continental e o do Jatobá pela ilha Grande.

No local, segundo o chefe de gestão integrada do ICMBIo, Erick Xavier, “há duas frentes de combate, uma ao norte na várzea continental e outra ao sul na ilha Grande”. Do lado sul está sendo necessário o uso de um helicóptero munido com “heli-balde”.

 A ação é realizada em um esforço conjunto envolvendo o ICMBio (órgão gestor da unidade) e Corpo de Bombeiros do Paraná (Altônia, Umuarama, Cascavel e Foz do Iguaçu). O helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar (BPMOA) também sobrevoou ao local para prestar apoio aos brigadistas. A Prefeitura de Altônia, São Jorge do Patrocínio e Alto Paraíso e o Coripa também estão auxiliando no combate às chamas.

Combate e monitoramento

O monitoramento das chamas está sendo realizado pela brigada em mirantes naturais. O uso de drones quadricóptero também se faz necessário, além do helicóptero da Polícia Militar. O combate direto está sendo feito na área do Paracaí e ao longo da várzea continental. Em Altônia, o combate incluiu um aceiro (rebaixamento da vegetação) na região da lagoa Jatobá. O ICMBio também diz estar tomando outras providências para amenizar a situação, como o uso de contrafogo em linha paralela à antiga valeta de drenagem na várzea continental.

Apesar do combate estar sendo realizado em união com diversas forças, há dificuldades para apagar as chamas. De acordo com Erick Xavier, as principais são o acúmulo de combustível, a presença de bastante quantidade de água no solo, as altas temperaturas durante o dia e baixas à noite e fortes ventos com rajadas. Os dias sem chuva também prejudicam a ação, pois há quase um mês não é registrada uma chuva significativa na região.

Além do fogo prejudicar a vegetação, a vida animal também é atingida pelo incêndio, já que a área possui diversas espécies espalhadas pelo parque. Além disso, o tempo seco somado às queimadas também são propícios para trazer malefícios à população que vive próxima ao parque, devido à exposição da fuligem e da fumaça, que acarreta danos à respiração.

Para saber mais, acesse aqui:

Clicando aqui é possível visualizar pelo satélite a área queimada.


Fotos: Colaboração

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