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Paraná terá cobrança de pedágio em mais seis rodovias

Foto: Franklin de Freitas/Bem Paraná

BEM PARANÁ O Bemdito 14 de agosto de 2019 07h27

Acordo assinado nesta terça-feira (13) entre o governador Ratinho Junior (PSD) e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, prevê que o Paraná terá concessões de pedágio em mais seis rodovias que cortam o Estado. De acordo com o documento, além dos pedágios já existentes nos 2,5 mil quilômetros do chamado Anel de Integração, a União deve leiloar concessões para a cobrança do serviço em mais três estradas estaduais: a PR-092 (Norte Pioneiro), a PR-323 (Noroeste) e a PR-280 (Sudoeste). Além disso, o futuro leilão também deve abranger novos trechos paranaenses de rodovias federais nas BRs 163, 153 e 476.

As atuais concessões se encerram em 2021. O acordo foi fechado no momento em que as concessionárias estão sob investigação da operação Lava Jato sob a acusação de encabeçarem um esquema de pagamento de propina a políticos e agentes públicos em troca do aumento de tarifas e cancelamento de obras. Na segunda-feira, a Ecorodovias – que controla a Ecovia e a Ecocataratas – fecho compromisso com a Lava Jato para pagar R$ 400 milhões em compensação pelo esquema, com redução de 30% das tarifas em seis praças de cobrança na BR-277. Em março, a Rodonorte já havia fechado acordo semelhante, prevendo compensação de R$ 750 milhões, também com redução de 30% das tarifas nos trechos operados pela concessionária nas BRs 277, 376, 373, da PRC 373 e da PR-151.

Ao todo, serão licitados pela União 4,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais até 2021. Estado e governo federal vão formar um grupo de trabalho para definir o modelo de concessão. “Possivelmente será o maior lote de concessões do Brasil”, afirmou Ratinho Junior. “Vamos criar uma modelagem que atenda o desenvolvimento do Paraná, atenda a população com tarifas justas e obras e, acima de tudo, com muita transparência”, disse o governador. Segundo ele, o objetivo do Estado é uma “forte” redução no valor das tarifas e a execução de obras de duplicação e implantação de contornos nas principais cidades paranaenses.

O ministro Tarcísio de Freitas lembrou que os atuais contratos de concessão de rodovias no Paraná são da década de 1990 e trazem grandes transtornos ao desenvolvimento do Estado . “Hoje, o usuário paga uma tarifa muito alta e não percebe porque está pagando aquele valor”, analisou. “Os brasileiros e paranaenses podem esperar melhores contratos, mais investimentos e tarifas mais baixas”.

Inventário

Secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex explica que a União já contratou uma empresa para fazer os levantamentos dos 4,1 mil quilômetros de rodovias que serão concedidas. O custo destes estudos é de R$ 60 milhões. Somente após esse inventário é que os editais serão formalizados.

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