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Saúde

Índice de focos do Aedes aegypti cai, mas Umuarama tem 84 casos de dengue

As localidades com mais criadouros são Jardim Colibri, na área da Escola Vinícius de Moraes, no Jardim Petrópolis e próximo da Escola Manuel da Nóbrega

Foto: Arquivo PMU

O Bemdito 18 de maio de 2019 12h09

O Índice de Infestação Predial (IIP) por larvas do mosquito da dengue recuou em Umuarama de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para Infestação de Aedes aegypti (Liraa) concluído pelo Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde na última sexta-feira (17). Nas visitas domiciliares realizadas entre os dias 13 e 17 deste mês, o índice médio caiu para 2% – havia atingido 3,4% no levantamento anterior, entre os dias 11 a 15 de março.

Mesmo com a redução, a cidade já contabiliza 84 casos confirmados da doença.

O índice entre 1% e 3,9%, o IIP é considerado de risco médio, mas o ideal é até 1%. Dentre as 62 localidades em que a cidade é dividida para a fiscalização, 36 apresentaram índice zero de infestação – nestes locais não foram encontradas larvas do mosquito transmissor da dengue, zica vírus e febre chikungunya.

Porém, as outras 26 regiões acusaram infestação e em algumas delas o IIP ficou bastante elevado. Os maiores índices (acima de 10%) foram registradas no Jardim Colibri, na área da Escola Vinícius de Moraes, no Jardim Petrópolis e próximo da Escola Manuel da Nóbrega. Em 17 localidades o índice ficou entre 3% e 8,3%.

Trabalho integrado

Em regiões que haviam apresentado maior presença do mosquito no levantamento anterior, como o Sonho Meu, a situação foi controlada com o trabalho das equipes da Vigilância Ambiental, empenho de parceiros e conscientização da população.

“Mas enquanto o município melhora a situação nos bairros mais graves, em outros a população relaxa nos cuidados e índice aumenta no Liraa seguinte. Não podemos baixar a guarda no combate à dengue, porque o número de casos aumentou bastante. Temos de manter o foco e o cuidado com nossas casas e quintais”, orientou a secretária municipal da Saúde, Cecília Cividini.

Muitos moradores parecem não dar importância para a presença do mosquito em suas residências. “Eles se esquecem que a dengue mata. A Secretaria de Saúde do Paraná já registrou 13 mortes por dengue nesse ano”, alertou a secretária.

Nos últimos dias foram confirmadas mais três mortes causadas por dengue no boletim epidemiológico divulgado dia 14 – duas em Loanda (uma mulher de 51 anos e um homem de 65 anos) e a outra em Londrina (um homem de 71 anos). Os 10 casos anteriores aconteceram em Londrina (5 mortes), Cascavel (3) e Maringá (2).

Embora a situação ainda esteja longe de uma epidemia, em Umuarama, graças a uma série de ações desenvolvidas pelo município – como o Bairro Saudável, que recolheu 441 toneladas de materiais inservíveis (móveis, colchões, eletrodomésticos, brinquedos, vasos sanitários, pias, estrados e recipientes recicláveis que acumulam água, como baldes, bacias velhas, panelas e outros utensílios) – os casos confirmados de dengue aumentaram 14% no Paraná, em uma semana, conforme o balanço divulgado pela Secretaria de Saúde no último dia 14.

Ao todo, o Estado já tem confirmados 6.772 casos de dengue. Na região a situação mais crítica é em Cianorte, que enfrenta epidemia com quase 450 casos confirmados. Em Umuarama a Secretaria de Saúde tem confirmados 84 casos.

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