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De acordo com a médica psiquiatra Caroline Stefani de Mattos Queiroz, a insônia não tratada pode afetar o rendimento escolar e profissional  Foto: Lucas Lima
De acordo com a médica psiquiatra Caroline Stefani de Mattos Queiroz, a insônia não tratada pode afetar o rendimento escolar e profissional Foto: Lucas Lima

Insônia: um problema de saúde pública que afeta cerca de 40% da população mundial

Rolar de um lado para o outro da cama, levantar, tomar água, leite morno, assistir televisão, mexer no celular, abrir a porta da geladeira dezenas de vezes... nada adianta, o sono não vem. Essa é a rotina quase que diária de quem sofre de insônia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, insônia é o tormento para cerca de 40% da população mundial. Um mal que afeta pessoas de todas as idades.

De acordo com a médica psiquiatra Caroline Stefani de Mattos Queiroz (CRM-PR 25197 / RQE 2872), insônia é a dificuldade de iniciar ou manter o sono ou ainda a percepção de um sono não reparador, com prejuízo na atividade social e/ou profissional.A insônia pode se manifestar em qualquer fase da vida, mas afeta principalmente mulheres e idosos 

A insônia pode ser causada por predisposição genética, fatores físicos, biológicos, mentais, psicológicos e sociais.

Segundo a médica, entre as causas mais comuns destacam-se: depressão, ansiedade, uso de drogas ilícitas, uso prolongado de medicamentos para dormir, mudanças hormonais, não ter bons hábitos de sono, como não respeitar o horário de dormir e acordar, mudanças contínuas de horários, especialmente em profissionais que trabalham em turnos, além de doenças como a fibromialgia, por exemplo, que provoca dores por todo o corpo e não deixa a pessoa dormir.

Distúrbios do sono como SAHOS (Síndrome da Apnéia Hipopnéia Obstrutiva do Sono), Síndrome das Pernas Inquietas e Parassonias, podem causar ou agravar a insônia.Na tentativa de recuperar o sono, muitas pessoas com insônia se aimentam durante a noite, o que pode levar a obesidade

Vilões do sono

Celulares, vídeos-game e aparelhos eletrônicos estão entre os grandes vilões do sono na atualidade, especialmente entre os mais jovens.

De acordo com a doutora Caroline, a luminosidade dos aparelhos faz com que o cérebro entenda que ainda é dia, interferindo na produção da melatonina, um dos hormônios responsáveis pela regulação do sono.

“Muitos adolescentes e jovens não conseguem se desligar dos aplicativos e jogos eletrônicos e perdem horas preciosas de sono. No dia seguinte, sofrem prejuízos na concentração na escola, por exemplo, acarretando em baixo rendimento. A longo prazo, os prejuízos podem ser ainda maiores, prejudicando inclusive o desenvolvimento físico e mental”, diz a médica.A luminosidade dos aparelhos faz com que o cérebro entenda que ainda é dia 

Hábitos como má alimentação e alcoolismo também podem provocar ou agravar a insônia. A alimentação pesada dificulta a digestão e pode ocasionar na perda da qualidade do sono. O consumo de chás, café e bebidas estimulantes também podem prejudicar o sono.

“Distúrbios da memória e concentração. Depressão, ansiedade, sentimento de insatisfação constante, irritabilidade, baixo rendimento profissional, prejuízo do convívio social e aumento do risco de acidentes com veículos automotores, são algumas das consequências da insônia crônica não tratada”, alerta a especialista.A insônia crônica não tratada pode afetar diretamente o rendimento escolar e/ou profissional 

Diagnóstico e tratamento

Além do exame físico e anamnese do paciente, um exame chamado polissonografia, pode ser necessário para o diagnóstico da insônia.

A polissonografia monitora os estágios do sono e ciclos para identificar se, ou quando os padrões de sono são interrompidas e por quê. Também ajuda a descartar outros transtornos do sono, como a apnéia, por exemplo.

Estabelecido o diagnóstico, o médico irá indicar o melhor tratamento.

“Dependendo do caso podemos indicar o tratamento medicamentoso e terapias cognitivo-comportamentais. O acompanhamento médico é indispensável durante todas as fases do tratamento”, destaca a doutora Caroline.  

O tratamento medicamentoso é associado ao tratamento comportamental.“O paciente deverá passar por uma mudança de hábitos. Estabelecer horários para dormir e acordar, evitar o uso de aparelhos eletrônicos a noite, controlar a alimentação e praticar atividades físicas. Essas mudanças são tão importantes quanto o uso correto dos medicamentos para o sucesso do tratamento”, ressalta.

De acordo com a psiquiatra, o tratamento não deve ser interrompido sem orientação médica. “Mesmo sentindo melhora do quadro, o paciente não deve interromper o tratamento por conta própria. A orientação profissional é imprescindível para que os sintomas desapareçam e não voltem mais”, conclui.

 

SERVIÇO

A médica psiquiatra Caroline Stefani de Mattos Queiroz (CRM/PR 25.197 RQE 2872), atende na Exata Centro Clínico, que fica na rua Marabá 3415. Telefone (44) 3624-9559 - Umuarama- PR.

 

 

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