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Saúde

Médica da Uopeccan fala sobre importância da honestidade durante consulta

Foto: Divulgação Uopeccan

UOPECCAN O Bemdito 3 de janeiro de 2018 11h47

Diante de qualquer suspeita de câncer, o caminho para que um paciente chegue até o tratamento específico é longo. A trajetória engloba idas e vindas às unidades de saúde, suspeitas, consultas, exames, receios, ansiedade e até a dúvida.

Afinal, o câncer pode ser difícil de ser identificado e, por este motivo, às vezes só é diagnosticado tardiamente. Por conta disso, quando já se está diante do médico oncologista, existe um processo que deixa de ser um acessório da consulta para se tornar o protagonista: anamnese.

Apesar do nome difícil, a anamnese é uma entrevista feita pelo médico a fim de entender todos os pormenores que levaram o paciente a estar ali naquele consultório, naquele momento específico.

“A anamnese é essencial para descobrirmos os sintomas que o paciente apresenta, o início e a evolução desses sintomas, o histórico de doenças do paciente e de sua família e descobrir vícios como tabagismo, etilismo ou drogadição, que o paciente apresente atualmente ou já apresentou. Assim, a anamnese é o primeiro passo para poder definir um diagnóstico ou uma suspeita diagnóstica e, a partir disso, delimitar o tratamento”, explica a médica oncologista do Hospital Uopeccan, dra. Mariana Moreira.

Contar todos os sintomas

Na oncologia, a anamnese não é muito diferente daquela que é feita e aplicada em outras especialidades médicas. Porém, é muito importante que o paciente conte tudo o que sente, já que o câncer pode se manifestar por meio de alguns sinais considerados ‘pequenos’ para os pacientes, mas extremamente significativos para os médicos.

“Alguns sintomas são sinais de alerta para o médico generalista que o levam a pensar em câncer como uma perda de peso rápida e sem explicação clara; febre persistente há mais de 3 semanas sem doença infecciosa causando; presença de sangue no vômito, nas fezes, na urina ou no escarro; dificuldade para deglutir alimentos; icterícia (‘amarelão’) persistente; sangramento vaginal em mulher já na menopausa; alterações físicas na mama e aumento do tamanho da barriga rapidamente”, enumera a médica.

Sinais de alerta

Estes sinais de alerta, no entanto, podem estar associados a várias outras doenças. Por isso, surge um questionamento importante: ao perceber qualquer sinal como esses que foram citados, quando o paciente deve realmente procurar um médico oncologista?

Segundo a doutora Mariana Moreira, este encaminhamento deve vir de outro médico. “Nosso sistema de saúde é dividido em níveis de atendimento. O objetivo é evitar que os hospitais fiquem superlotados de pacientes que não precisariam estar em acompanhamento e pra agilizar o atendimento daqueles que precisam pelo risco de vida inerente.

Por isso, a Unidade Básica de Saúde seria o nível primário de atendimento pelo qual o paciente dá entrada ao sistema e será avaliado pelo médico quanto à gravidade do seu quadro e às hipóteses diagnósticas. A partir daí, o médico decide se o tratamento pode ser feito por ele mesmo ou por um especialista, que seria o nível secundário”, esclarece a dra. Mariana.

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