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Saúde

Médico fala de sexualidade e prevenção à Aids e outras DSTs

O médico explicou o funcionamento do aparelho reprodutor feminino e o masculino, os principais métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns

Foto: Assessoria INSA

ASSESSORIA INSA O Bemdito 3 de dezembro de 2019 11h14

A sexualidade tem começado cada vez mais cedo. Não é incomum encontrar adolescentes na faixa dos 12 – 13 anos de idade com vida sexual ativa. "Essa precocidade tem contribuído para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis, bem como para outros fatores indesejáveis, como a gravidez na adolescência, evasão escolar, prostituição infantil, pedofilia, banalização das relações interpessoais e objetificação do corpo", disse o médico Dr. Elgner Moraes Pereira, durante palestra para profissionais de saúde e colaboradores do Instituto Nossa Senhora Aparecida.

O evento, realizado na segunda-feira (2), foi planejado em alusão ao Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado no dia 1º de dezembro. "Não tem como falar de Aids sem antes abordar os inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais e clínicos a ela relacionados", disse o médico na abertura de sua palestra.

O médico aponta como possível causa do aumento da sexualidade na adolescência, a influência da mídia, como filmes, músicas e vídeos livremente disponibilizados na internet. Segundo ele, 68,4% das crianças que nascem no Brasil são filhos de mulheres com idade entre 15 e 19 anos. "Nosso país está muito acima da média mundial, que é de 46 filhos de adolescentes para cada mil nascimentos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde", explicou o Dr. Elgner.

O médico explicou o funcionamento do aparelho reprodutor feminino e o masculino, os principais métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns.  "O vírus da Aids/HIV vírus ataca o sistema imunológico e destrói as defesas do organismo contra infecções e doenças", disse.

Muitas vezes a Aids pode não apresentar sintomas. Em alguns casos, o paciente pode ter febre de origem desconhecida, erupção cutânea, tosse, grande perda de peso, entre outros sintomas.

A pessoa pode se contaminar:  através do sexo desprotegido com parceiro infectado (oral, vaginal e anal); transfusão de sangue contaminado e não testado; Usuários de drogas injetáveis (compartilhamento de seringas); na gravidez (quando não a mãe não faz o pré-natal, durante o parto e aleitamento; também pode haver contaminação através de acidente com material perfurante contaminado.

O médico fez um alerta aos profissionais de saúde quanto ao último item. "Caso aconteça um acidente durante o trabalho, o profissional deve comunicar imediatamente o serviço de enfermagem e seguir todos os protocolos de segurança", disse.

Durante as relações sexuais, "a camisinha feminina e a camisinha masculina são as únicas formas de se proteger das DSTs inclusive do HIV/Aids. Use, mesmo que você esteja em uma relação estável", recomendou o profissional.

Quando procurar um serviço de saúde?

O Dr. Elgner recomenda que toda pessoa em idade reprodutiva ou que já iniciou a vida sexual consulte um médico pelo menos uma vez por ano e faça exames preventivos, mesmo que não tenha nenhum sintoma.  "É imprescindível que toda mulher que já teve ou está em uma relação sexual faça o exame de prevenção de câncer de colo de útero (Papanicolau) regularmente.  Mesmo sem sentir nada diferente ou desconforto", aconselha.

Vá ao médico imediatamente se perceber:  corrimento uretral; corrimento vaginal; verrugas nos genitais; úlceras (feridas, bolhas) genitais; irritação (queimação); tumorações (caroços, ínguas).

 

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