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Saúde

Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias; saiba como amenizar a situação

A médica alergista e mestre em Medicina pela USP, Priscila Takejima conversou com o OBemdito para explicar como essas doenças acometem a população

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 13 de agosto de 2019 19h03

Na região noroeste do estado não houve registro de chuvas significativas durante o fim de julho e o começo do mês de agosto. O clima seco predomina sobre a área e a umidade relativa do ar fica em torno de 30% a 65%, segundo o Simepar. Um dado preocupante, pois o ideal, conforme a Organização Mundial da Saúde é permanecer entre 50% e 80%.

O fato é que o clima seco que paira sobre a região é propício para que as pessoas desenvolvam problemas respiratórios, como rinite alérgica, asma, dermatite, faringite, conjuntivite e sinusite.

Essas doenças acontecem, porque, segundo a médica alergista e mestre em Medicina, Priscila Takejima, a baixa umidade do ar leva a desidratação das células, atingindo principalmente a pele e as mucosas. “Os agentes como poeira, poluição, pelo de animais ficam mais tempo suspensos no ar, o que irrita a mucosa e potencializa os danos à saúde”, afirma a médica, indicando também a necessidade de manter os ambientes frequentemente ventilados.

A estudante universitária, Aline Mosconi, 24 anos, é uma das que adquiriu uma doença respiratória neste mês de agosto: a rinite alérgica. “É um problema chato de respiração carregada mesmo, e aí eu não consigo respirar direito e acabo buscando o uso de descongestionantes nasais para ajudar a respirar melhor. Já fiz inalação, estou tomando remédios, mas o clima seco não ajuda a melhorar”, conta a estudante, que diz ficar com rinite alérgica frequentemente quando há poucas incidências de chuva em um determinado período.

A situação de Aline é confirmada como comum pela alergista Priscila. Conforme a médica, “o tempo seco pode levar a irritação na garganta, nariz e olhos. O desconforto é pior para pacientes com doenças respiratórias como asma, rinite alérgica e conjuntivite alérgica”.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Umuarama alega que durante esse período de inverno e seca foi registrado o aumento da procura por atendimento médico e o uso de inalações para minimizar os casos de doenças respiratórias, nos postos de saúde e na unidade de pronto atendimento. A informação é derivada do setor de atendimento primário da Secretaria de Saúde. No entanto, o órgão não repassou dados precisos sobre as incidências até o fechamento desta reportagem.

Para evitar as doenças respiratórias e diminuir suas proporções, a principal indicação da médica alergista Priscila é a hidratação. “Ingerir bastante água pode ajudar aliviar sintomas. Além disso, a higienização nasal ajuda a diminuir o desconforto respiratório e melhorar os sintomas”.  A outra orientação dada pela médica é evitar fazer exercícios físicos nos horários mais secos do dia, que são entre o fim da manhã e o início da tarde. Em casos de desconfortos contínuos é necessário procurar um médico.

A médica alergista Priscila Takejima também é membro do Departamento de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e da American Academy Allergy Asthma and Immunology. Foto: arquivo pessoal

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