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Saúde

Usuários relatam caos na Central Farmacêutica de Umuarama

Espera para pegar remédios é longa e local é considerado pela população inadequado para receber o público

Foto: Bruno Alex/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 10 de julho de 2019 19h13

Quem precisa pegar medicamentos na Central Farmacêutica de Umuarama está passando por maus bocados. A espera é longa e o local não tem estrutura adequada para receber o público, que reclama do atendimento.

A recente mudança de endereço da avenida Brasil para o Centro Cívico não agradou os usuários, sobretudo por conta da estrutura. Lá havia um painel eletrônico para que cada pessoa acompanhasse a ordem de atendimento, além de um local mais bem arejado.

“Nós não somos bichos! Aqui tem idoso tremendo de fome porque está há muito tempo esperando, eu tenho um tumor no fígado e faço metade do meu tratamento em Curitiba. Lá não demoro mais de dez minutos para pegar meus medicamentos, mas aqui é um descaso!”, reclamou Elyana Liz Faryniuk.

Elyana reclama da delonga no atendimento e do descaso com os pacientes que buscam medicamentos

Depois de mais de duas horas Marcia Ramalho conseguiu pegar dois, dos três medicamentos que precisava para a sogra de 84 anos. “A gente acaba tendo que pagar alguns. Acho que ela gasta uns R$ 250 de remédios por mês que não têm aqui”, contou Marcia Ramalho, que chegou à Central por volta das 14h e só conseguiu sair às 16h20 desta quarta-feira (10).

O mesmo aconteceu com Rosilene Alves, 50, que saiu sem um dos remédios receitados para o padrasto de 84 anos, que mora no Parque Bonfim. “Hoje eu consegui pegar dois, mas o outro vou tentar semana que vem. Só que toda vez que a gente precisa pegar remédio demora muito. Todo mundo reclama”.

Com a receita em mãos a secretária Eliane Borges saiu do bairro Córrego Longe para pegar remédios para a mãe de 65 anos. A idosa faz hemodiálise três vezes por semana e precisa medir o diabetes três vezes por dia. As fitinhas usadas para a medição são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) via Central Farmacêutica, mas em quantidade menor do que a necessária. “Eles dão só 50 fitinhas por mês. Dizem que é o que está autorizado. O resto a gente tem que comprar”, lamenta.

Estrutura

Apesar de a Central ter ficado fechada por dez dias até a realocação, a mudança não trouxe mais conforto para os usuários. Ela está situada em um local íngreme que tem pouca acessibilidade para quem tem deficiência física ou dificuldades de locomoção.

“Não tem cadeira suficiente para todo mundo, um senhor foi chamado para subir as escadas e quando descia quase tropeçou, não tem funcionários suficientes, a situação está difícil. Eles [prefeitura] têm que entender que nós somos seres humanos”, desabafa Elyana.

Reprodução redes socias

Embora haja um cartaz na porta do prédio indicando o horário de atendimento, do lado de fora do prédio não há nenhuma placa indicando que aquele é o novo local de distribuição dos remédios, o que pode dificultar a compreensão dos usuários que podem de deslocar até a Central em casos onde não há o medicamento que eles necessitam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou quando são remédios de uso controlado.

O que diz a prefeitura

A reportagem d’OBemdito entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura, que por telefone informou que existe um número maior de pessoas nessa semana na Central porque houve o fechamento por dez dias para mudança de endereço.

Sobre a estrutura a prefeitura disse que o local está liberado pela Vigilância Sanitária. Em relação à sinalização, como a mudança é recente, ela será providenciada, segundo informou a assessoria.

 

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