A médica dermatologista Caroline Turetta é Sócia Titular da SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia
A médica dermatologista Caroline Turetta é Sócia Titular da SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia

VERÃO: Sol em excesso pode provocar manchas e doenças na pele. Previna-se!

Verão é tempo de praia, piscina, cachoeiras e é claro, muito sol e calor. Também é tempo de se preocupar mais com a pele e, para isso, não se deve descuidar do protetor solar, não só nos banhos de sol, como também no dia a dia.

“O sol sem a proteção correta pode causar queimaduras, manchas e até doenças graves na pele”, alerta a médica dermatologista Caroline Tureta  (CRM-PR 34.121 - RQE-PR 19.698), que é Sócia Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo ela, os cuidados com a proteção da pele no verão devem ser redobrados. “No Brasil temos um verão muito quente e o uso do protetor solar deve ser diário, não só para as atividades ao ar livre, mas também dentro de casa e no ambiente do trabalho”, destaca a médica.

Na praia ou na piscina o horário de exposição ao sol deve ser o primeiro ponto a ser observado. “No máximo até as 10 da manhã e após as 16 horas, esses são os horários mais seguros para ficar ao sol em praias e piscinas”, diz a dermatologista, Usar protetor solar e chapéus ajudam a prevenir os efeitos nocivos do sol na praia ou na piscina

O uso do protetor solar é imprescindível em qualquer horário. O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). O protetor deve ser aplicado uniformemente em todas as partes de corpo, isso inclui mãos, orelhas, nuca e pés.


 A exposição sem a proteção adequada ao sol pode provocar queimaduras graves e doenças na pele 

“O fator de proteção solar (FPS) deve ser de no mínimo 30 para quem tem a pele morena e mais altos (FPS 50 ou 60) para quem tem a pele mais clara. O produto deve ser aplicado, pelo menos, meia hora antes da exposição e reposto a cada duas horas ou toda vez que a pessoa sair da água. O uso de chapéus e roupas leves também ajudam a evitar queimaduras”, complementa.

Segundo a dermatologista, o filtro solar para o rosto deve ser diferente do utilizado no resto do corpo. “A pele do rosto é mais delicada e, geralmente, mais oleosa. Devemos optar por fatores de proteção maior no rosto e, de preferência, um filtro oil free ou em gel, para evitar o aparecimento de lesões de acne”, explica.É importante utilizar protetor solar específico para o rosto para evitar o aparecimento ou agravamento da acne 

No dia a dia o uso do protetor solar no verão também deve ser intensificado, especialmente nas áreas não cobertas pelas roupas, como rosto, pescoço, colo, orelhas, braços, pernas e pés. O fator de proteção solar deve ser de, no mínimo, 30. Quem tem a pele muito clara pode optar pelo fator 50.

“Geralmente recomendamos aplicar pela manhã e reaplicar o protetor solar na hora do almoço. Nesses dias de calor mais intenso, o ideal é aplicar pelo menos três vezes ao dia: pela manhã, na hora do almoço e no meio da tarde”.No verão o uso do protetor solar deve ser intensificado. A recomendação é aplicar, pelo menos, três vezes ao dia 

Para as atividades ao ar livre, as recomendações são as mesmas da praia ou piscina, ou seja, FPS superior a 30, aplicar meia hora antes da exposição ao sol e reaplicar a cada duas horas. “Nesses casos, os protetores em consistência de spray são os mais recomendados, por ser de rápida absorção e fáceis de aplicar”, diz a médica.       Para as atividades ao ar livre, o protetor solar em spray é o mais recomendado 

Não é recomendado o uso de protetor solar para crianças com menos de seis meses de idade. “Crianças pequenas devem ser protegidas com chapéus, guarda-sóis e roupas leves e jamais devem ser expostas ao sol após as 10 da manhã e antes das 16 horas. A partir dos seis meses é recomendado o uso de protetor solar específico para crianças (kids), com FPS acima de 50”, alerta a dermatologista.Crianças até os seis meses de idade não devem usar protetor solar e a partir dessa idade, utilizar protetor específico para crianças. O uso de chapéus e roupas leves também ajuda a prevenir os efeitos nocivos do sol 

Os perigos do sol

Além daquele aspecto de pele ressecada, rachada e cheia de manchas (fotoenvelhecimento), a exposição ao sol sem os cuidados e a proteção adequada pode acarretar em sérios problemas de saúde.

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e representa cerca de 30% dos tumores malignos registrado no país. A estimativa é de mais de 175 mil casos em 2016, com mortalidade acima dos 10%.O câncer de pele é o câncer mais frequente no Brasil 

Outras doenças como o melasma, melanose solar, fitofotodermatose também podem afetar a pele depois da exposição ao sol prolongada.  “Essas doenças afetam somente a pele superficialmente e, na maioria dos casos, os pacientes procuram tratamento por uma questão estética”, diz a médica.O sol acelera o envelhecimento da pele e favorece o aparecimento de manchas e lesões

A fitofotodermatose é uma inflamação provocada pelo contato da pele com frutas cítricas e exposição ao sol. “É a famosa queimadura do limão, que não provoca ardência ou dor, mas deixa uma mancha de tons marrons que pode levar até um ano para desaparecer. O modo de prevenir é lavando bem as mãos com água corrente e sabão sempre que manusear qualquer fruta cítrica. O protetor solar não é capaz de evitar esse tipo de queimadura”, alerta.A fitofotodermatose provoca manchas escuras na pele. O ideal é lavar bem as mãos após manusear frutas cítricas 

Entre as doenças mais perigosas provocadas pela exposição solar em excesso, a queratose é mais perigosa. Se não tratada a tempo, ela pode se transformar em câncer.

“Os pacientes vêem ao consultório queixando-se de uma feridinha áspera, avermelhada ou esbranquiçada que não sara nunca. Começa com uma lesão minúscula e vai crescendo, geralmente em locais que não são cobertos pela roupa”, explica a dermatologista.A queratose pode se transformar em câncer de pele 

Pessoas com mais de 50 anos, pele muito clara e que não fizeram uso de protetor solar ao longo da vida, são mais propensos a desenvolver a doença. “Se você perceber uma mancha com essas características na sua pele, não espere. Procure um dermatologista imediatamente”, recomenda.

SERVIÇO

A médica dermatologista 

Caroline Turetta (CRM-PR 34.121 - RQE-PR 19.698) -Dermatologia, Cosmiatria e Laser, Sócia Titular da SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia-  atende no Instituto de Neurologia e Neurocirurgia, que fica na avenida Ipiranga, 4359. Fone (44) 3622-3300.

Viste a página do Facebook da doutora Caroline Turetta (CLIQUE)

 

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