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Colunista

Como lidar com o fim? Uma geração que não aprendeu fechar ciclos!

"A cura e a superação só irão acontecer, quando você não permitir mais qualquer tentativa de abertura com o passado", confira a coluna desta semana da psicóloga Andréa Sefrian

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 29 de janeiro de 2020 10h35

Enquanto está se vivendo a parte boa da relação, tudo é lindo, doce, perfumado e tem gosto de “Para Sempre”, mas tenha uma certeza, toda relação passará por altos e baixos. Não importa o grau de sintonia e conexão que exista entre vocês!

Em algum momento haverá discordância, necessidade de refazer acordos e tomar consciência de que estar com o outro é mexer também nas próprias crenças e condicionamentos. E que bom! Só há crescimento quando há movimento.

 Se estamos sempre em lugar de conforto e previsibilidade, não há motivo real para mudar. Felizmente, a vida acontece para além das nossas próprias necessidades e ela é “mestra” em dar uns “sacodes”. Como num passe de mágica, aquilo que era incrível talvez já não seja mais.

Se existe a crença de que dentro da relação tudo precisa estar em ordem... no lugar...será difícil enfrentar os momentos de conflito.

Além disso, será difícil encerrar os ciclos mesmo quando seu coração já sabe que aquela relação acabou. Nossa cultura não nos ensinou inteligência relacional e respeito aos limites. Muito menos que o outro não é um boneco que você usa a hora que quer e quando enjoa, joga no canto e quando quer de novo, vai lá e pega de volta.

As pessoas no geral, não sabem terminar suas relações. Ou é um festival de termina e volta por qualquer briguinha que vira num lugar comum, ou um campo de batalha com briga, objetos jogado no outro, coisas quebradas pela casa, troca de ofensas, e de repente, como se nada tivesse acontecido... juras de amor. Até a próxima briga!

Nesses dois casos, cedo ou tarde, o que era amor vira raiva. Admiração vira nojo. Tesão, vira maldizer. Respeito, vira indiferença. Nesses dois casos, as pessoas saem machucadas. E pessoas machucadas, machucam pessoas.

Se a ferida não for curada, quem chega depois na sua vida não vai conseguir ter seu próprio lugar ao sol. Sua atenção ainda está naquela casca que ficou da relação anterior, que de verdade, não terminou.

Para o seu bem, para o bem dos momentos vividos e dos aprendizados compartilhados, feche o ciclo. Feche as portas para romper com essa neurose de vai e volta, por medo de perder o que nem existe mais. A cura e a superação só irão acontecer, quando você não permitir mais qualquer tentativa de abertura com o passado.

Não fique apegado ao medo do sofrimento pela falta e pela ausência, pois quando aprendemos a fechar os ciclos, retomamos nosso centro e voltamos a ser inteiros, abrindo espaço e dando boas vindas para novas e, quisera, melhores experiências.

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças. 

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