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Gostaria de aprender a não ser rejeitada? Então leia esse artigo!

"De uma forma distorcida, através de uma identificação projetiva, você enxerga na fragilidade daquele homem, suas chagas não curadas". Confira a Coluna Psiquê

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 13 de maio de 2020 13h04

Sabe o que fez você correr para ler esse artigo? Sua inocência afetiva! Ou seja, atraí você para uma leitura prometendo uma possível fórmula, certo? Intencionalmente fiz isso para você perceber sua fragilidade e inocência, isto é, facilidade em acreditar em promessas. Provavelmente seu último relacionamento aconteceu da mesma forma, assim você vai concordar que romancear filme de terror é uma das suas especialidades.

A sua fome de ser amada, obter atenção e ser aceita, fez você querer super impressionar o outro no jogo da conquista. Às vezes quer parecer tão “boazinha” na vida amorosa, mas isso é apenas uma máscara para esconder, que no fundo você sabe que talvez nem seja tão caridosa assim, mas sim, mais assustada e medrosa.

A sua criança interior está machucada e ferida, sem entender isso, você busca parecer incrível, suficiente, forte, e muito bem resolvida para ser NECESSÁRIA para alguém. Nessa busca, você começa a cuidar do outro, numa codependência desenfreada, para equivocadamente, aliviar a sua ferida. Porém de uma forma distorcida, através de uma identificação projetiva, você enxerga na fragilidade daquele homem, suas chagas não curadas.

Com isto, em breve, tal atalho vai promover a rejeição. Você será desmascarada, pois sua bondade serve apenas para controlar o outro, como se outro tivesse que viver em dívida com você, por todo bem que faz por ele. Os caridosos genuínos não carregam letreiros luminosos: - Eu sou bom! Na verdade, fazem sem nada esperar em troca!

Se esse homem não for canalha, cafajeste, preguiçoso, inviável, indisponível, ou doente emocionalmente de alguma forma, você perde sua função. A rejeição dele é o combustível da sua insegurança, da sua obsessão. A sua bondade existe com uma única intenção: Controlar!

No fundo você não quer ser essa boazinha que se desdobra em mil para agradá-lo. Você também quer equilíbrio, quer atenção de volta. Todavia, pensa que o sacrifício é a chave para obter reconhecimento e validação. Antes de ser rejeitada, quase sempre você foi uma Mártir super incrível, o que te faz sempre se questionar o que fez de errado, se sempre foi tão boa assim.

Porém, para sair desse ciclo neurótico de repetição de rejeição em várias tentativas de relacionamento, é preciso fazer um enfrentamento e romper com essa neurose. Aprender a abandonar essa carência de ser necessária, assim poderá ser amada, sem ser consumida e usada.

Claro que esse processo não acontecerá da noite para o dia, mas com um trabalho terapêutico aprofundado em autoconhecimento, é possível buscar na sua história de vida, e na criança interior, as feridas abertas a serem curadas para que você não aja mais assim, e mude seu comportamento diante das relações e principalmente no trato consigo mesma.

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças. 

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