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Colunista

Perdoar as falhas de nossos pais, transforma nosso presente e futuro!

"Ninguém nos molda para sempre, porque nós nos descontruímos e reconstruímos constantemente". Confira a Coluna Psiquê desta quarta-feira!

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 11 de novembro de 2020 20h20

Não importa o quanto vamos dizer amar nossos pais, independente de quem sejam as figuras que desempenham esse papel em nossas vidas, todos precisamos aprender a perdoá-los. Porque de maneira consciente ou inconsciente todos guardamos mágoas, ressentimentos, decepções ou até mesmo marcas e bloqueios relacionados a essas figuras, mesmo que isso esteja no fundo de nossa consciência, longe de nossa percepção.

É natural que isso aconteça, porque ninguém é perfeito e eles também não eram, tal qual nós também não somos. Recebemos deles a educação e o exemplo de acordo com o que eles podiam oferecer, dada a educação que também tiveram, as experiências que passaram, a maneira com que enxergavam a vida.

Muitos deram o seu melhor a nós, e mesmo assim se equivocaram. Outros, sequer se esforçaram para isso. Contudo, nós não podemos ser simplesmente o resultado da educação que tivemos ou o reflexo de nossos familiares.

Ninguém nos molda para sempre, porque nós nos descontruímos e reconstruímos constantemente. Perdoar nossos pais é nos dar liberdade para fazer crescer nossas asas e voar novamente. Todos merecem se dar essa chance.

Feche os olhos nesse momento e visualize as figuras que representam seus pais. Os veja como crianças crescendo, com seus limites e vulnerabilidades e mentalize: “Eu os perdoo e os liberto. Aceito que vocês foram como puderam ser, e que toda idealização de um modelo perfeito é uma ilusão que eu não alimento mais. Eu me permito curar todas as dores e traumas de infância, me emancipar de toda influência negativa e assumir a responsabilidade por minha vida agora, na certeza de que com paciência e amor, eu curo o meu passado e dou o meu melhor no meu presente e futuro.

O perdão aos pais é mais que uma verbalização. É um ato interno de reconhecimento dos seus limites, da compreensão das suas realidades, e acima de qualquer coisa, um ato de libertação nossa, de tomada de posse da responsabilidade pela nossa vida e por quem somos hoje.

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças.

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