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Colunista

Por que não consigo sair dessa relação?

Ao longo do relacionamento você foi se perdendo. Não reconhecia mais seus atos. “Como foi chegar nisso?”

Foto: Arquivo Pessoal

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 8 de julho de 2020 20h26

Quando você entrou nessa relação, entrou de cabeça não é verdade? Você se descrevia como alguém intenso(a), e com desejo de fazer o que precisasse para dar certo. E cumpriu exatamente o que disse. Quanta coisa tolerou, deixou pra lá, passou por cima, porque, sabe como é né, “a gente conserta, não joga fora.”

Ao longo do relacionamento você foi se perdendo. Não reconhecia mais seus atos. “Como foi chegar nisso?” É uma pergunta recorrente que vem a sua cabeça. Inclusive tem sido um fardo se explicar para sua consciência, todos os dias, porque você ainda permanece, se você já viu mais que o necessário para sair, se tem visto tudo se tornar cada vez pior.

Vou te explicar porque é tão difícil sair. Você precisa cumprir o compromisso que fez consigo mesmo(a), de fazer tudo para dar certo. O outro se aproveitou desse desejo e dessa promessa. Viu que tinha um livro de sonhos escrito para sua vida e se encaixou nele. Enxergou a chama que você carregava nos olhos e, se transformou nela.

Foi te fazendo suportar o insuportável, a cada dia um pouquinho mais, te treinando a abrir concessões, que te fez acreditar que seu conto de fadas iria acontecer depois de mais um perdão.

Você foi se viciando nessa dinâmica, como um adicto na montanha russa de emoções. Isso te fez acreditar que estava vivendo algo especial, que te tira do chão, e portanto, merece mais uma tentativa.

Se esvaziou a ponto de parecer que só o outro é capaz de te preencher. Ele te faz acreditar que sem ele, você não é nada!

Mas chega o momento em que você começa a se cansar, cansar de se sentir só, e por mais dolorido que seja, é o momento certo para que você devolva esse livro para estante. Ou pelo menos reconheça que ele não é o protagonista da sua história. O protagonista é você.

Se você foi capaz de amar tanto quem te decepcionou, imagina o quanto pode devotar esse amor a si mesmo, as suas coisas, ao que você gosta e o que te dá prazer. É hora de parar de agradar o outro, e começar a agradar a si mesmo. Dê a você mesmo o amor que acha que merece e pare de esperar dos outros.

Ser feliz é comprometer-se consigo mesmo!

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças.

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