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Colunista

Quanto mais você aguenta?

Quanto mais você aguenta sofrer? Quanto ainda precisa perder? O que ainda precisa passar? Quantas desculpas ainda dará a si mesmo e aos outros? Confira a Coluna Psiquê desta semana!

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 27 de maio de 2020 12h09

Os sintomas que às vezes se apresentam em nossas vidas como doentios, seja comer exageradamente, depressão, alcoolismo, vício em drogas, insucesso profissional ou nas relações amorosas, enfim, eles são todos nossos amigos, pois eles vêm para nos mostrar algo que não sabemos, para nos atentar de algo que precisamos ou para nos lembrar de algo que esquecemos.

Porém, não é tão fácil ouvi-los. Em parte, porque não queremos. Perceber que estamos errados dói muito. Olhar para trás é sempre difícil e quanto mais tempo passamos evitando isso, menos teremos coragem de fazer. Além disso, vivemos nos ocupando também, com outras coisas para não prestarmos atenção nos nossos sintomas.

Vivemos em busca de algo que nos faça feliz, querendo encontrá-la em vários lugares ou até mesmo em pessoas, sem perceber que ela está mais perto do que se imagina, basta olhar para dentro.

Também é difícil ouvir o que o sintoma está dizendo, porque temos medo da solução. Preferimos sofrer com o que é conhecido. A solução e a felicidade são vistas como perigosas porque são solitárias. Na tristeza e no problema, temos companhia. Por mais que acreditemos querer melhorar, na esmagadora maioria das vezes vamos no sentido contrário.

Então reflita: Quanto mais você aguenta sofrer? Quanto ainda precisa perder? O que ainda precisa passar? Quantas desculpas ainda dará a si mesmo e aos outros? Quantas consequências ainda terá que enfrentar para, finalmente buscar a solução? Para finalmente querer melhorar? Quanto vale a sua paz?

Quanto tempo mais você ainda pretende desperdiçar? Daqui há um ano você vai olhar para trás e desejar ter começado hoje!

Tudo, absolutamente tudo, depende apenas e exclusivamente de você. Se as coisas não estão saindo como você gostaria, basta apenas você reconhecer que chegou a hora de sacudir a poeira e dar novos passos, mergulhar no resgate de si mesmo e entrar num lindo processo de sentir a felicidade de ser quem se é.

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças.

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