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Quem sempre quer ter razão acaba sozinho!

A felicidade de estar com a razão é bruta, impávida e não dura muito. Confira a Coluna Psiquê desta quarta-feira!

ANDRÉA SEFRIAN (*) O Bemdito 24 de junho de 2020 19h13

Muitas pessoas lutam umas com as outras implacavelmente, preferindo ter razão, do que ser feliz!

A felicidade de estar com a razão é bruta, impávida e não dura muito. Especialmente, porque para isso, precisamos tirar a razão de outra pessoa, normalmente alguém que amamos e que é importante para nós.

Em uma relação amorosa, por exemplo, é muito comum que surjam problemas porque ambos fazem questão de ter razão. O objetivo passa a ser individual e não do casal. Além disso, quem tem razão fica em uma posição superior ao outro, é o certo, o mais maduro, mais inteligente. Isso diminui o parceiro e enfraquece o vínculo.

Por traz da razão existem algumas curiosidades nenhum pouco benéficas:

  • Ela é traiçoeira porque te concede um poder venenoso;
  • Quanto mais razão uma pessoa tem, mais arrogante ela se torna;
  • A razão é viciante e te conduz a fazer de tudo para garantir que ela esteja sempre com você;
  • E por fim, quem tem sempre razão, acaba sozinho.

Muitos problemas de casais poderiam ser solucionados se ambos abrissem mão de ter razão. Se percebessem que caminham na mesma direção e que quando um tira a razão do outro, ao invés de ganhar, essa pessoa perde e perde muito. Perde muito mais do que se abrisse mão disso.

Uma relação amorosa só dá certo entre dois seres humanos comuns e iguais em valor. Se eu acredito ter sempre razão, me coloco inalcançável para o outro. Se meu parceiro teima em ter sempre razão, ele se distancia muito de mim. Isso nunca funciona!

Um casal precisa seguir o mesmo caminho, jogar um com o outro e não contra o outro. Se for para ter razão, que tenham juntos. Se for para ser feliz, que abram mão de ganhar uma discussão. Até porque, se você escolheu um parceiro que nunca tem razão em nada, no que era essencial você não teve razão.

Sempre me refiro muito aos relacionamentos em meus textos, pois são as maiores queixas apresentadas na clínica. Porém, isso não serve apenas para casais, mas para todo tipo de relação: amigos, familiares, etc.

Sendo assim, concluímos que não dá para querer ter razão e ser feliz, mas quem escolhe ser feliz, no fundo, acaba tendo razão!

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(*) Andréa Sefrian (CRP08/12599) é Psicóloga Especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela PUC-PR, atua há 10 anos como psicóloga clínica ( CLINIMED ), além de ser palestrante e prestar consultorias e treinamentos em instituições e empresas,  conciliando com o trabalho de Psicóloga do CRAS do Município de Xambrê, concursada há mais de 6 anos. Apaixonada pelo ser humano, acredita que sua missão de vida é trabalhar ouvindo histórias e construindo possibilidades de esperanças.

 

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