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Do sonho à realidade: Marcio André fala da sua trajetória no rádio umuaramense

Locutor e repórter, Marcinho é querido por ouvintes de toda região

Foto: Jaqueline Mocellin/OBemdito

ALINE REIS O Bemdito 13 de fevereiro de 2020 18h46

Marcio André, 38, tem o vozeirão que todo mundo em Umuarama já conhece. O repórter da rádio Cultura há 14 anos entra nos lares da cidade e coleciona histórias na profissão de levar informação e entretenimento para os ouvintes.

Pela amplitude modulada chegavam as vozes de Luciano Costa, Milton de Castro, Silvio de Souza e outros tantos locutores que inspiraram Marcio André na carreira. O sonho era tão grande que o repórter largou o emprego e foi trabalhar sem remuneração.

“A vontade era grande de trabalhar na rádio. Eu fui até a rádio comunitária e a funcionária falou para eu voltar no outro dia porque ela ia falar com o padre [responsável pela rádio]. No outro dia eu cheguei lá, bem antes do horário, ansioso para saber a notícia e ela falou assim: você começa amanhã”, diz. “Eu não sabia de nada de rádio, eu só tinha vontade”, completa.

Do outro emprego Marcio André pediu demissão. Foi para a rádio comunitária, sem salário atrás do seu sonho. Três meses depois foi registrado como funcionário efetivo da rádio. Depois disso, ele foi trabalhar como locutor e de ofertas na rede Planalto.

Além de atuar dentro das lojas, também fazia flashes nas rádios. Uma das rádios que recebeu a entrada ao vivo foi a Cultura, onde o apresentador Tatu tinha o programa “Aconteceu” (que é apresentado hoje por Márcio André). Repórter do programa, Reginaldo Barros (hoje na TV Caiuá) ligou. “Ele disse: Marcinho, o Eduardo [Melo, proprietário da rádio] está precisando de um repórter. Você não quer vir trabalhar com a gente?”, relembra.

Novamente um pedido de demissão e agora um passo à frente.  De locutor, Marcio Andre virou repórter. “Quando cheguei o Eduardo me explicou, peguei o gravador de fita K7 e fui para a delegacia”.

À época todas as ocorrências eram direcionadas para a sede da 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP), onde o repórter passava grande tempo apurando as ocorrências da região. Neste ínterim, quando faltava um locutor no estúdio, Marcio André cobria as falhas.

Há sete anos um dos locutores deixou o horário de apresentação e Marcio, enfim, assumiu a apresentação do Aconteceu (que vai ao ar todos os dias a partir das 7h).

NO AR

No rádio tudo é instantâneo. Às vezes o roteiro desenhado para o programa precisa ser derrubado para que um fato novo seja noticiado. É preciso ter jogo de cintura para não se atrapalhar e, sobretudo, informar com responsabilidade.

Também é preciso despertar emoções e, ao mesmo tempo, não sucumbir a elas. “Quando liga aquele quatro ‘No ar’ o frio na barriga vem, não tem jeito, mas aí não importa se você chegou na rádio com sua cabeça pensando em outra coisa, da porta para dentro do estúdio você se transforma”, conta.

Quem trabalha na imprensa sabe que não há hora, nem dia e muito menos situação para que um novo fato possa ser noticiado. Muitas das vezes, todavia, são informações que impactam o próprio repórter.

“Eu me lembro de uma situação de um acidente com um Fusca indo para Cruzeiro do Oeste. Quando eu cheguei vi uma criança de três anos ali, sem vida. Eu não consegui entrar no ar ao vivo. Eu fiquei chocado. Sentido. Abalado de ver aquela criança morta. Só depois, no outro dia, dei a notícia”, lamenta.

Por outro lado, a carreira também tem situações divertidas, como uma entrevista ao vivo com um policial que foi interrompida por uma ouvinte. “Eu estava no batalhão ao vivo sobre um assunto importante e uma senhora chegou: não acredito, o Marcio André, meu amigo. E me abraçou. Com uma mão eu abracei a ouvinte, para receber o carinho e com a outra segurava o celular enquanto o Tenente dava entrevista”, diverte-se.

O MENINO DOS CDs

A exemplo do que aconteceu com a locutora Érika Souza, Marcio André também teve fãs que o imaginaram de forma diferente. “Uma vez eu estava na rádio e uma ouvinte que ligava todos os dias na rádio criou uma imaginação do locutor: bonitão, alto. Ela pediu para a recepcionista se podia me conhecer, mas eu estava no ar. Aí ela entrou no estúdio e naquela época era CD. Eu estava abaixado procurando a próxima música, mas ela me viu”, conta, aos risos.

A fã voltou à recepção e informou que Marcio André não estava lá, só um menino mexendo nos CDs. Somente anos depois a fã, enfim, conheceu o locutor na rua, porque reconheceu a voz. “Eu estava conversando ela passou e me reconheceu a voz. Ela disse: não acredito, que é você o Márcio menininho da rádio”.

 

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