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Jovens trocam o carnaval por acampamentos em busca de encontro com Deus

Um dos acampamentos que ocorre neste fim de semana em Umuarama é o da Paróquia São José Operário

O momento da chegada dos campistas é emocionante
O momento da chegada dos campistas é emocionante
Foto: Reprodução Redes Sociais

REDAÇÃO O Bemdito 22 de fevereiro de 2020 16h33

O fim de semana de carnaval é um dos mais esperados por jovens, que aproveitam a folga para a diversão e festa. Por outro lado, há 201 jovens que já estão em um sítio, participando do acampamento juvenil da paróquia São José Operário. Outros 314 estão na organização.

Somente neste carnaval devem estar envolvidos em acampamentos na Diocese de Umuarama, 15 mil pessoas, entre campistas, equipes de trabalho e familiares, distribuídos em 18 paróquias, o que demonstra a força do movimento

A origem do acampamento é estadunidense. Lá a ideia era criar uma dinâmica de entreajuda, conforme explica o pároco Padre Machado. “Depois, no México, houve a conotação religiosa. No Brasil, quem trouxe os acampamentos foi um cantor católico chamado Martin Valverde”, explica.

Na São José Operário, desde 2012 são feitos acampamentos e, ano após ano, a metodologia é adequada para acolher as pessoas da melhor maneira. Há, inclusive, segmentações: crianças, adolescentes, jovens, casais, idosos e assim por diante.

Uma das pessoas que viveu a experiência é Carlos Eduardo Monteiro Ramalho, que há mais de dez edições trabalha nos acampamentos. “Na verdade eu não queria fazer o acampamento. Era meu aniversário em 13 de novembro de 2014, mas minha esposa, sogra e cunhado insistiram e eu não deixei a oportunidade passar”, salienta Ramalho. Depois de viver uma experiência com Deus, ele hoje coordena um ministério.

 Valverde trouxe o modelo de acampamento para Igreja Católica no Brasil

Ministério

Quem já foi convidado para fazer um acampamento certamente se perguntou sobre o que acontece lá. As informações parecem ser um mistério, mas na realidade, servem para garantir uma experiência completa aos participantes. “Tudo o que você vê, ouve e fala fica lá”, explica Ramalho.

“Existe o momento de oração, teatro, palestras e outras atividades, mas não tem mistério. Nossa preocupação é fazer com que a pessoa sinta realmente a nova experiência, porque recebemos pessoas machucadas, fragilizadas, que precisam de cuidado”, menciona padre Machado.

Ramalho já serviu em mais de dez acampamentos

Família

A maioria dos campistas é membro da paróquia ou conhecido/parente de alguém quem faz parte da comunidade. Outros, porém, vêm de cidades como Curitiba, Nova Cantu, Maringá, Londrina e até de estados vizinhos como São Paulo e Santa Catarina.

Existe dentro da logística do acampamento um ministério, ou grupo de trabalho, denominado “Externo”. Este grupo é responsável por fazer a ponte com a família do campista, que também precisa estar integrada ao processo.

Eles participam de uma missa e há um momento específico voltado para eles. Às vezes o próprio campista vive problemas familiares, e por isso é importante, segundo os organizadores, trabalhar também nesta frente.

“Às vezes a gente se depara com situações que são graves, as condições que a família vive, drogas, brigas, situações realmente bem difíceis. [Por isso] é feito um encontro com a família. Porque o campista e chega em casa com os sentimentos intensos e às vezes recebe o um balde de água fria, então o papel da família é fundamental”.

Padre Machado salienta a importância das famílias apoiarem os campistas 

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