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Umuarama

Norospar agradece doações para confeccionar polvinhos para a UTI Neonatal

Doações de linhas ainda podem ser feitas. Voluntária confecciona os polvinhos para os bebês

Foto: Assessoria Norospar

REDAÇÃO OBEMDITO/ASSESSORIA O Bemdito 24 de setembro de 2020 12h40

Há alguns dias o hospital Norospar, de Umuarama, solicitou a doação de linhas para a confecção de polvinhos amigos, que são usados com os bebês da UTI Neonatal. Trata-se do projeto Polvo Amigo. Após a divulgação, várias pessoas doaram as linhas e diversos polvinhos foram confeccionados.

Os polvos são considerados auxiliares terapêuticos, ajudam a acalmar os bebês e têm uma função importante dentro das incubadoras. "Os bebês que recebem a companhia do Polvo Amigo ficam mais calmos. Uma das explicações defendidas pelos especialistas é que os tentáculos lembram o cordão umbilical, o que proporciona a sensação de conforto e segurança ao bebê", explica a enfermeira Carla.

O Polvo Amigo também ajuda a reduzir os incidentes com sondas e cateteres dentro a incubadora. De acordo com a enfermeira, os polvos são macios e os tentáculos se encaixam nas mãozinhas dos bebês, evitando que eles puxem os fios conectados a incubadora.

Nesta quinta-feira (24) a Norospar publicou o seguinte agradecimento em suas redes sociais: “Olha que coisa mais linda essa leva de polvinhos feita das doações de linha pela nossa voluntária Cida. Gratidão a ela e a todas as pessoas que estão colaborando com a doações de linhas para a confecção dos polvinhos amigos, que serão entregues aos bebês da UTI Neonatal. Os polvos de crochê dão conforto e fazem bem aos recém-nascidos porque lembram o cordão umbilical”.

E quem quiser colaborar pode seguir as instruções abaixo:

- Podem ser doadas linhas 100% algodão, número 6 e das marcas Barroco, Anne ou Charme, de qualquer cor.

- Doações devem ser feitas na recepção principal e do Pronto Socorro da Norospar.

- Mais informações: (44) 3621-1299.

Origem

A utilização dos polvos de crochê em UTIs Neonatais começou na Dinamarca, em 2013, com o nome de Octo Project. Com resultados positivos, logo a ideia se espalhou e começou a ser utilizada em diversos hospitais pelo mundo.

Em 2016, a artesã Maria Aparecida dos Santos Oliveira – a Cida, que mora em Vila Formosa, distrito de Douradina, distante cerca de 50 quilômetros de Umuarama, assistiu a uma reportagem na TV sobre os resultados do Octo Project.  A artesã resolveu então fazer um protótipo.

"Vi que os polvinhos estavam ajudando os bebês na Dinamarca e quis trazer isso para cá. Como trabalho fazendo roupas de crochê, não foi difícil. Logo fiz os primeiros e assim que divulguei nas redes sociais, a equipe do hospital entrou em contato comigo. E de lá para cá nunca mais parei de fazer", conta Cida, que deu à sua versão do projeto, o nome de Polvo Amigo, "pois eles são verdadeiros amigos dos bebês", justifica.

Em três anos, Cida já confeccionou e doou 3.100 polvinhos para maternidades e UTIs Neonatais da região. "Eu fico muito feliz ao ver essas imagens dos bebês tranquilos, abraçados aos amiguinhos que eu fiz. Meu sentimento não tem como descrever".

A artesã conta que há alguns anos perdeu um filho que tinha apenas 18 anos de idade e precisou procurar razões para viver. "Quando perdi meu filho, perdi um pouco a alegria de viver e fazer esse tipo de coisa me motiva a continuar", conta a voluntária.

As linhas doadas são encaminhadas para a Cida e outras voluntárias que, como ela, ajudam a levar conforto e carinho para os bebês internados na UTI Neonatal da Norospar.

 

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