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Projeto Bairro Saudável já recolheu mais de 800 toneladas de lixo

Ação passou por 10 regiões da cidade. Ainda faltam 11

Foto: Assessoria PMU

ASSESSORIA PMU O Bemdito 22 de fevereiro de 2020 12h57

O Programa Bairro Saudável segue batendo recordes de coleta neste ano, auxiliando a população no combate ao mosquito da dengue com o recolhimento de lixo, móveis velhos e materiais inservíveis em imóveis de toda a cidade. Um balanço parcial revela que já foram coletadas mais de 800 toneladas de resíduos em 10 regiões, até a última quinta-feira (20) – para o programa, a cidade está dividida em 21 regiões, conforme a localização das unidades básicas de saúde.

Com esse volume, a expectativa de ultrapassar a somatória dos três primeiros anos do programa deve ser superada nos próximos dias – possivelmente já na próxima semana. O Bairro Saudável foi criado por uma lei de autoria do vereador Júnior Ceranto, em 2017, para intensificar o combate ao mosquito transmissor da dengue.

Na primeira edição o volume foi de 166 toneladas de móveis velhos, sofás, colchões, fogões, geladeiras, brinquedos, vasos e pias, baldes, bacias, panelas, lixo eletrônico, utensílios e outros recipientes recolhidos em casas, quintais e terrenos baldios da cidade e distritos. No ano seguinte o volume saltou para 356, 7 mil quilos e no ano passado superou as 441 toneladas.

“Nos três primeiros anos a somatória é de 964 mil quilos de materiais e em 2020, em menos de um mês (de 27 de janeiro a 20 de fevereiro) o volume já supera 801 toneladas”, informou a secretária municipal de Comunicação, Letícia Macedo D’ávila Correa. “Vamos superar com folga o volume acumulado nos períodos anteriores, sinal de que a população já conta com o programa para a limpeza anual dos seus quintais. Mas é importante manter o quintal limpo e livre de criadouros do mosquito o ano todo. Apesar desse cuidado, Umuarama enfrenta uma epidemia com cerca de 630 casos confirmados de dengue”, completou a secretária.

A participação da comunidade demonstra interesse em manter os quintais livres de focos do mosquito, aponta a secretária municipal da Saúde, Cecília Cividini. “As condições climáticas favoráveis ao mosquito (calor e incidência de chuvas) e a circulação do vírus da dengue entre a população causaram um crescimento acentuado no número de casos. Portanto, é fundamental reforçar as medidas preventivas e a principal delas é eliminar criadouros nas nossas casas”, alertou.

O combate à dengue conta ainda com orientações e distribuição de material informativo pelos agentes de saúde e de combate a endemias, teatro da dengue para crianças e adultos, educação em saúde nas escolas, bloqueio e pulverização com bomba costal nos locais de maior incidência, inspeções com drone, cultivo de orquídeas em ocos de árvores e até responsabilização criminal de moradores que reincidentes em notificações por focos do mosquito, com ações propostas pelo Ministério Público.

A Guarda Municipal tem auxiliado quando moradores se recusam a facultar o acesso aos agentes de endemias e a Vigilância em Saúde Ambiental tem utilizado drone para fiscalização aérea sobre coberturas, imóveis fechados ou áreas de difícil acesso.

Os moradores precisam ficar atentos aos materiais que os caminhões do Bairro Saudável não coletam, como pneus – devem ser entregues no aterro sanitário municipal – e garrafas de vidro, que podem ser deixadas nas calçadas, nos dias da coleta seletiva (semanal). O lixo eletrônico (televisores, rádios, micro-ondas, ventiladores, notebook, celulares e computadores) deve ser levado pelos moradores até a escola municipal do seu bairro nos dias da coleta do programa.

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