UmuaramaSol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.20º33º
|

Umuarama

Umuaramense passa um ano lendo apenas livros escritos por mulheres

Página Só Leio Mulheres tem repercutido nas redes sociais e incentiva a leitura de autoras

Foto: Ricardo Trindade/OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 26 de setembro de 2020 16h30

Olhe para sua estante de livros e conte quantos foram escritos por autoras. A diferença na quantidade pode fazer com que o desafio proposto pela página Só Leio Mulheres seja adequado para equiparar os números.

A página nasceu de um desafio pessoal feito pela servidora pública Lorena Paz, 33. Moradora de Umuarama, após o nascimento da primeira filha o tempo para leitura ficou curto. Quando conseguiu retomar o hábito – depois de ter o segundo filho e receber um kindle de presente do marido – surgiu a ideia de prestigiar as autoras.

O perfil foi criado após as primeiras leituras, como uma espécie de diário, mas logo na sequência Lorena conheceu outras páginas que também priorizam leituras de autoras e o Só Leio Mulheres começou a ganhar seguidores que queriam as dicas.

O primeiro livro do desafio foi Quarto de Despejo, de Carolina de Jesus. “Eu já havia lido uma vez no Ensino Médio, e tinha uma edição na estante que ainda estava no plástico. Então comecei por aí”, disse a OBemdito.

A disparidade no número de livros lidos escrito por mulheres e homens não era só um “problema” de Lorena, que começou a receber muitas interações nas redes sociais e inclusive “acompanhantes” para a leitura.

Ela também faz parte do projeto Leia Mulheres Umuarama, que a cada mês debate um livro diferente, o que contribuiu para mais indicações.

SÓ LEIO BRASILEIRAS

Em agosto, de forma paralela com o Só Leio Mulheres, surgiu o #SóLeioBrasileiras . “Quando a gente fala em ler mulheres geralmente são indicados livros de autoras famosas e eu queria também conhecer o que é escrito no Brasil, então a proposta é ler autoras de todos os Estados”, revela.

O primeiro Estado foi o Paraná, com a leitura do livro Sem Liberdade Eu Não Vivo – Mulheres que não se calaram na ditadura, de Suelen Lorianny e Laura Bordin.

Também já foram lidos livros de autoras do Rio Grande do Norte e no próximo mês será a vez do Pará. Os Estados são escolhidos por meio de sorteios e as impressões das leituras são compartilhadas por meio do perfil do Instagram.

Para saber mais, basta acessar a página do Só Leio Mulheres.


Comente

Leia também

LAB
ADVENTISTA

Mais lidas

FANCAR
VENEZA
UNINTER
PANVEL
FAZENDÃO MEGA OFERTA
TUCCA
WHYSKRITORIO
GLOBAL