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Viajado, bom de culinária e de prosa, Donny Alves coleciona histórias memoráveis

Dotes gastronômicos o levaram a Tel Aviv, onde contribuiu para a concepção da feijoada judaica e conviveu com uma ameaça química

Sempre bem humorado, Donny segue apostando na intuição culinária e na diversificação de atividades
Sempre bem humorado, Donny segue apostando na intuição culinária e na diversificação de atividades
Foto: Sérgio Maslennikov

REDAÇÃO O Bemdito 18 de outubro de 2020 17h23

Donizete Maciel Alves, 60 anos, o Donny, costuma conciliar atividades. Atualmente, o baiano de Barreiras, radicado há décadas em Umuarama, divide o tempo entre uma lanchonete e uma loja de importados na área central.

Em uma descontraída entrevista, falou sobre a paixão pela gastronomia e da 'barra pesada' que encarou durante o período em que viveu e trabalhou em Israel, no final da década de 1990. Boas histórias que ajudam a entender sua popularidade.

Apaixonado pela esposa, filha e neta, é um otimista inveterado em relação ao futuro da cidade que adotou. "Umuarama é uma ótima cidade e reúne todas as condições para crescer ordenadamente e despontar ainda mais", sintetiza.

De comunicação fácil, aprecia colecionar amizades e esbanja criatividade na elaboração culinária, sendo o pai de algumas receitas que ficaram famosas graças à divulgação boca a boca. Nesse quesito, foi fundamental sua passagem pelo tradicional Chapelão.

"É uma história de aproximadamente uma década. Fui garçom, maitre e gerente. Sem dúvida é a partir daí que tudo começa a florescer. Uma passagem importante, mas em determinado momento senti a necessidade de viabilizar meus próprios projetos", pondera.

Felicidade e temor em Israel

"Foram dois anos (1997/1998). Trabalhei em um empreendimento especializado em comida brasileira, em Tel Aviv, a cidade mais populosa de Israel. Era novidade e virou sensação. Um enorme sucesso", conta.

A experiência de Donny no exterior é avaliada pelo próprio como positiva, pois contribuiu para ampliar sua visão de mundo e representou uma bagagem que influenciou todos os projetos posteriores.

Mas também reservou um capítulo particularmente tenso. "À época, foi muito difundida a informação de que o Iraque de Saddam Hussein poderia deflagrar um ataque químico à região e aquele clima de ameaça foi deixando todos apreensivos. Chegamos a usar máscaras de gás como precaução. Era uma espécie de paranoia coletiva", relembra.

Por sorte, o contexto ficou restrito à especulação e Donny prefere fazer menção a outras passagens, como a introdução da feijoada judaica, que substitui a carne de porco pela bovina. "Assim como o churrasco, foi um estrondoso êxito", destaca.

Carro-chefe

De volta ao Brasil. De volta à Capital da Amizade. Inspirado, Donny apostou nos dotes culinários e iniciou o próprio negócio. Ao longo de aproximadamente duas décadas, diversos pratos e  lanches foram responsáveis pela fidelização da clientela, mas um goza de especial carinho.

Preparado na chapa, a partir de cortes elevados de alcatra e picanha, o Demetrius Bassar permite uma série de combinações de dar água na boca.

"O nome é uma homenagem a um grande amigo e posso afirmar, sem sombra de dúvida, que é nosso carro-chefe", assinala.

Serviço

Donny Lanches

Avenida Paraná, 5117 (centro)

(44) 3624-2755

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