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Política

Prefeito de Ciudad del Este demite 400 terceirizados suspeitos de corrupção

Foto: ABC Digital

O Bemdito 11 de janeiro de 2020 13h19

Depois de desmantelar, no dia 19 de setembro do ano passado, a Polícia Municipal de Trânsito, ao desvincular 61 agentes por denúncias de propinas, o prefeito de Ciudad del este, Miguel Prieto, decidiu não renovar o contrato de 400 funcionários terceirizados.

Todos eles não tinham funções específicas e estavam sob suspeitas de corrupção. As demissões se basearam nos informes da chefia de cada setor sobre as tarefas desempenhadas pelos funcionários e que tipo de problemas apresentavam.

Dessa vez, foi completamente desmantelada a Divisão de Transporte Público, com base nas denúncias de pedido de propina pelos fiscais. Foram demitidos 16 fiscais contratados, enquanto dois fiscais do quadro próprio foram postos à disposição da Assessoria Jurídica, para processo administrativo.

Para o lugar dos demitidos, foram designados 16 funcionários de outros setores da Prefeitura. No caso da Polícia Municipal de Trânsito, ainda no ano passado, os demitidos foram substituídos por novos efetivos formados na Base Naval e com treinamento na Guarda Municipal de Foz do Iguaçu.

O diretor de Recursos Públicos da Prefeitura, Vidal Vázquez, disse que "cada diretor (das áreas) emitiu seu informe e avaliou o desempenho daqueles que estavam com contratos para vencer".

Vidal Vásquez comentou que, atualmente, a Prefeitura conta com 1.800 funcionários. Outros cem novos funcionários serão incorporados para cargos de confiança.

Quando Prieto assumiu, encontrou a Prefeitura com 2.732 funcionários, dos quais mil deles haviam sido contratados pela prefeita interina Perla Rodríguez de Cabral, que ficou no cargo por apenas três meses.

O diretor de Recursos Humanos anunciou que, a partir deste ano, foi estabelecido como salário base, na Prefeitura, o salário mínimo do país, e que vai se buscar a migração paulatina do pessoal contratado para o quadro próprio.

Durante a gestão da prefeita afastada Sandra McLeod de Zacarías havia funcionários com 20 anos de casa com salário de 1,4 milhão de guaranis (cerca de R$ 875). O salário mínimo do Paraguai é de 2.192.839,00 guaranis, o que equivale a R$ 1.350.

Segundo o jornal ABC Color, na gestão da ex-prefeita, cerca de 90% dos empregados terceirizados eram contratados a cada três meses. "Com esse sistema, se extorquiam os funcionários para garantir a campanha política".

Desde a chegada de Prieto, a Prefeitura presta contas diariamente sobre a arrecadação de impostos, via redes sociais. Antes, havia uma "caixa preta".

(ABC Digital)

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