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Saúde

Janeiro Branco: psicóloga destaca importância de cuidar da saúde mental

Como está sua saúde mental? Tem tido pensamentos acelerados, ansiosos ou depressivos? Veja a explicação da psicóloga Camila Midori sobre os cuidados que se deve ter para alcançar uma boa qualidade de vida

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

REDAÇÃO O Bemdito 26 de janeiro de 2020 15h45

A cada ano que passa há mais pessoas sendo diagnosticadas com depressão e ansiedade, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, a situação do Brasil preocupa, pois de acordo com o órgão, o país possui o maior número de pessoas depressivas da América Latina, com uma estimativa de 11,5 milhões.  O país também bate o recorde mundial com relação a incidência de transtornos ansiosos. Para buscar prevenir e combater essas realidades preocupantes, a campanha Janeiro Branco foi instituída no Brasil com o intuito de evidenciar os temas de saúde mental e minimizar os adoecimentos na sociedade.

Para a psicóloga Camila Midori, de Umuarama, a forma acelerada como as pessoas vivem atualmente influencia na qualidade da saúde mental da população. “Transtornos psicológicos acontecem desde sempre, mas os índices crescem atualmente por conta do jeito que as pessoas vivem. Há mais pressão, mais correria, maiores cobranças e maiores exposições do que em épocas passadas. Tudo isso colabora para que as pessoas se tornem mais ansiosas e mais depressivas. Esse aceleramento das coisas faz com que a população pense que tudo tem que ser muito rápido e essa pressão aflige muitos”, diz a psicóloga.

Para buscar a prevenção, a campanha Janeiro Branco visa informar as pessoas e realizar ações que promovam a saúde mental. “O intuito é chamar a atenção sobre a importância de cuidar da saúde mental e é importante já começar o ano falando de qualidade de vida”, ressalta Camila

Mas por que a saúde mental é importante?

De acordo com Camila, o cérebro é o responsável por reger o corpo, pois é ele quem dirige ações e emoções. Dessa forma, se a mente não estiver saudável, todo o corpo poderá ser afetado. “As duas patologias mais comuns na área da saúde mental são a ansiedade e a depressão. A ansiedade faz a pessoa ter tanta ânsia pela vida, que acaba sofrendo antecipadamente. A depressão faz a pessoa perder o prazer de viver. As duas têm poderes de afetar os comportamentos do dia a dia e pode levar até ao desejo de suicídio”, afirma.

Para lidar com problemas que afetam a qualidade de vida, a psicóloga orienta algumas atividades simples para serem realizadas no dia a dia: atividades físicas, boa noite de sono, cantar, sorrir, fazer atos de caridade, praticar a gratidão, reunir-se com pessoas queridas, fazer psicoterapia e meditação.

“Essas atividades são capazes de liberar ocitocina, dopamina, serotonina e endorfina. Esses quatro hormônios são uma espécie de quarteto fantástico e todas elas colaboram para o sentimento de felicidade e prazer”, explica a psicóloga.

Organização do tempo

Apesar de ser difícil conciliar essas atividades, a indicação de Camila é que as pessoas organizem melhor o tempo diário: 8 horas de sono, 8 horas de trabalho ou estudo, as outras oito horas podem ser utilizadas para fazer alguma atividade que promove a saúde mental.

Embora sejam ações que ajudam a construir uma melhor qualidade de vida, a psicóloga destaca a necessidade de se buscar psicoterapia ou psiquiatra em casos de sintomas de depressão e ansiedade. “Quanto antes o tratamento, melhor. Por isso a pessoa não pode relutar muito. Ela precisa aceitar que está ansiosa ou depressiva e procurar ajuda. Não é feio procurar psicóloga e nem coisa de gente ‘louca’, hoje em dia é uma questão de necessidade para conseguir lidar com a pressão e a aceleração do dia a dia”, enfatiza.

Segundo a OMS, os principais sintomas da ansiedade são: - preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar); sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer; preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho;  medo extremo de algum objeto ou situação em particular; medo exagerado de ser humilhado publicamente; falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade; pavor depois de uma situação muito difícil.

Já a depressão se caracteriza por: humor deprimido; perda de interesse e prazer; energia reduzida, levando a uma diminuição das atividades em geral por pelo menos duas semanas. Muitas pessoas com depressão também sofrem com sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima e falta de concentração.

Em casos de obter esses sintomas, a indicação é que a pessoa procure um psicólogo ou um psiquiatra imediatamente para que ela possa se conhecer e entender o que está lhe causando esses tipos de pensamentos. “O autoconhecimento é importante para a pessoa entender o que está acontecendo, para poder ou evitar a situação ou saber enfrentar ela. Por isso é importante tratar da saúde mental não só quando já se tem doença, mas para conseguir lidar com nossas fragilidades”, acrescenta a psicóloga.

A rede pública municipal de saúde oferece psicólogos através dos postos de saúde. Para isso, deve-se ir até a unidade básica de determinado bairro. A partir disso, o paciente pode ser encaminhado ao Serviço de Atendimento Psicológico (SAP). O serviço é gratuito, mas exige uma espera devido à alta demanda. A procura por um psiquiatra também se faz essencial, a fim de que medicamentos sejam prescritos para amenizar sintomas de ansiedade e depressão.

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