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Saúde

Médico faz postagem emocionante antes de morrer por Covid em Maringá

“Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez”, escreveu

Foto: Reprodução

O DIA O Bemdito 11 de agosto de 2020 20h13

O médico Lucas Augusto Pires, infectado pelo coronavírus, fez uma postagem emocionante em seu perfil no Twitter antes de ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No último sábado (8), ele não resistiu e morreu pela doença em um hospital de Maringá.

“Estou indo nesse momento para UTI, devido a um agravamento do quadro de Covid-19. Ficarei incomunicável, mas, desde já, agradeço aos amigos pelas orações. Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez. Sei que meu Deus é soberano sobre todas as coisas, seus caminhos e propósitos são sempre justos e perfeitos e que no fim, todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito. Amém”, escreveu Lucas na rede social.

O médico atuava na linha de frente de combate ao novo coronavírus (Sars-coV-2) no Instituto de Saúde Bom Jesus, em Ivaiporã, também na região norte do Paraná. Por meio de nota, o Instituto de Saúde Bom Jesus declarou solidariedade aos familiares e amigos. "Neurocirurgião, Dr. Lucas deixa amigos e colegas e em sua passagem por Ivaiporã, embora encurtada pela fatalidade, ficará marcada pelo exemplo de grande dedicação profissional", disse o hospital.

Também por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM) lamentou a morte e disse que Lucas foi mais um dos profissionais do estado vítima da Covid-19. "Formado pela Universidade Federal do Paraná, era especialista em neurocirurgia e atuava na região de Ivaiporã. Deixa esposa, também médica, e dois filhos", diz a nota.

O médico ficou conhecido por participar de uma iniciativa inédita no Brasil para separar gêmeas siamesas Lis e Mel, que nasceram unidas pela cabeça, em janeiro do ano passado.

A cirurgia foi realizada em cinco etapas, envolvendo especialistas norteamericanos e uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas da USP, em Ribeirão Preto (SP), e foi comandada pelo professor e neurocirurgião Hélio Rubens Machado.

(Reportagem: O Dia; Divulgado por Plantão Maringá)

 

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