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Saúde

Não há comprovação científica de que ivermectina previna Covid-19, diz Saúde

Ministério da Saúde reforça que ainda não há medicamentos que previnam ou tratem o coronavírus

Foto: Mara Rocha

REDAÇÃO O Bemdito 3 de julho de 2020 15h11

Após um vídeo publicado no Youtube em que uma médica indicava a ivermectina para o tratamento da Covid-19 viralizar, muita gente tem feito o uso do medicamento. No entanto, não há, de acordo com o Ministério da Saúde, nenhum fármaco disponível que tenha efeito comprovado de prevenção ao coronavírus.

Mesmo assim, em Umuarama muita gente aderiu e está tomando a ivermectina para prevenir a doença. O remédio na verdade é indicado “contra infecções causadas por parasitas”, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), popularmente seria o “remédio de verme”.

O vídeo da médica foi retirado do ar pelo Youtube, mas ainda assim a venda para "prevenção" da Covid-19 continua acontecendo. Embora o receituário seja uma questão de conduta médica, não existe nenhuma indicação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) do Paraná ou da Secretaria Municipal para o uso da ivermectina com este fim.

Um estudo publicado na Antiviral Research indicou que a invermectina foi capaz de inibir a replicação do SARS-CoV-2 ( presente no coronavírus) in vitro, mas foram apenas testes iniciais, conforme reportagem do UOL.

OBemdito procurou a Secretaria Municipal, e por meio de nota, a pasta afirmou que “Como não existe um protocolo estipulado pelo Ministério da Saúde ou da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), quanto à eficácia do medicamento no tratamento ou prevenção à Covid-19, os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde não estão receitando esse produto aos pacientes nas unidades de saúde de Umuarama, justamente pela falta de embasamento científico para comprovação dos resultados”.

O Conselho Federal de Farmácia também emitiu uma nota – datada de maio – na qual chama atenção para a falta de comprovação científica sobre o medicamento. "Fazemos o alerta para que a população não consuma esses medicamentos por conta de não eficácia e segurança na sua formulação”, diz o texto. (Leia a íntegra aqui).

Além disso, segundo a Secretaria, existem riscos em tomar medicamentos por conta própria ou sem a prescrição de profissionais qualificados para tal.“A Secretaria de Saúde alerta ainda sobre os riscos da automedicação (utilização de medicamentos por conta própria ou indicação de pessoa não habilitada, para tratamento de doenças cujos sintomas são “percebidos” pelo usuário, sem avaliação prévia de um médico). O uso de remédios de forma incorreta pode agravar a doença, esconder sintomas, causar intoxicação, dependência, reações alérgicas ou ainda aumentar a resistência dos patógenos (causadores da doença), comprometendo a eficácia do tratamento”, diz a nota enviada ao site.

 

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